Recuperação e restituir às mãos da família
A Polícia de Segurança Pública, através da Divisão de Investigação Criminal do Porto, identificou e recuperou várias peças de joalharia que tinham sido subtraídas a uma mulher de 96 anos durante um assalto ocorrido a 19 de junho, na Rua Guilherme Felgueiras, no bairro da Cruz de Pau, em Matosinhos. O presumível autor já se encontrava detido pelas autoridades quando a investigação culminou na recuperação dos objectos.
A devolução dos bens será efetuada ao filho da vítima, por indicação da PSP, atendendo à idade avançada e ao estado de fragilidade física e emocional da mulher, agravado após o crime. As peças foram formalmente reconhecidas pelo familiar como pertencentes à mãe.
Peças recuperadas
- Um alfinete em ouro amarelo com pedra vermelha;
- Dois anéis e duas alianças em ouro amarelo;
- Um par de argolas e um anel em prata.
| Tipo | Material | Quantidade |
|---|---|---|
| Alfinete | Ouro amarelo (com pedra vermelha) | 1 |
| Anéis | Ouro amarelo | 2 |
| Alianças | Ouro amarelo | 2 |
| Argolas | Prata | 1 par |
| Anel | Prata | 1 |
O crime ficou registado numa câmara de videovigilância instalada no quarto da idosa pela própria família, elemento que integrou as diligências de inquérito e que permitiu seguir linhas de investigação até à identificação dos bens. Para o Comando Metropolitano da PSP do Porto, a recuperação das peças "constitui um resultado relevante da investigação desenvolvida pela Divisão de Investigação Criminal".
"Constitui um resultado relevante da investigação desenvolvida pela Divisão de Investigação Criminal."
Para os residentes de Matosinhos, este caso sublinha duas preocupações concretas: a exposição dos idosos a crimes cometidos em domicílio e a utilidade da videovigilância doméstica como elemento probatório. Embora a recuperação dos objetos seja um desfecho positivo para a família, o episódio realça a necessidade de atenção reforçada às medidas de proteção de pessoas idosas e às estratégias locais de prevenção criminal.
A investigação continuará a cargo da PSP do Porto enquanto se apuram todas as circunstâncias do assalto e a eventual responsabilização do presumível autor, que já se encontra detido. A restituição formal ao familiar direto visa também reduzir o impacto emocional sobre a vítima, cuja capacidade para tratar diretamente do processo foi considerada limitada pelas autoridades.