O SC Braga anunciou esta terça‑feira a dispensa imediata de Pedro Pedroso, treinador principal da equipa feminina de futsal, depois de o técnico ter sido alvo de um acórdão do Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) relativo à realização de apostas desportivas. O clube sublinha que o profissional “incumpriu deveres legais e regulamentares inerentes à função”.
Decisão e fundamentos
No acórdão referido pela FPF consta que Pedro Pedroso efectuou, pelo menos, 33 apostas desportivas, das quais seis incidiam em jogos do próprio SC Braga. As apostas abrangeram competições diversas, entre as quais a I Liga, a Supertaça, a Liga 2, a Liga 3 e a Liga Placard.
“O SC Braga reafirma o seu compromisso absoluto com a defesa da ética e integridade das competições, impondo a todos os seus representantes uma conduta alinhada com estes princípios.”
O Conselho de Disciplina considerou que o treinador agiu “de forma livre, consciente e voluntária”, entendendo que a conduta era susceptível de ofender os deveres legais e regulamentares a que está sujeito um treinador inscrito na FPF, nomeadamente os princípios de transparência e integridade das competições.
Consequências disciplinares
Para além da dispensa pelo clube, a punição aplicada pela FPF inclui uma multa de 612 euros e a suspensão por dois meses. O castigo fica assim registado nos autos disciplinares da federação e constitui o motivo invocado pelo SC Braga para a ruptura contratual imediata.
- 33 apostas atribuídas ao treinador;
- 6 apostas envolvendo jogos do SC Braga;
- Punição: 612 € e 2 meses de suspensão.
| Item | Detalhe |
|---|---|
| Número de apostas | 33 |
| Apostas em jogos do clube | 6 |
| Sanção da FPF | 612 € e 2 meses de suspensão |
O comunicado do SC Braga enfatiza a necessidade de proteger a ética desportiva e a integridade das competições, determinando que todos os representantes do clube se sujeitem a condutas compatíveis com esses princípios. A direcção do clube não detalhou, até ao momento, os passos seguintes quanto à reorganização da equipa técnica feminina de futsal.
Para a comunidade desportiva local e para as jogadoras, a saída do treinador representa uma alteração imediata na liderança técnica. Resta saber se o clube avançará para uma substituição provisória internamente, ou se activará procedimentos formais de recrutamento para o lugar deixado vago.
O caso reforça, em termos práticos, as implicações que comportamentos individuais podem ter sobre estruturas colectivas: além da sanção disciplinar ao técnico, o episódio coloca o SC Braga perante um desafio de gestão de imagem e de continuidade desportiva da equipa feminina de futsal, numa altura em que a salvaguarda da integridade competitiva é preocupação central para clubes e adeptos.