Demolição ficou incompleta e gera incerteza entre residentes
O plano de demolição do Bairro de Santa Maria do Pinhal, no concelho do Seixal, ficou-se pela primeira fase, tendo sido realojadas apenas 28 famílias, segundo o apurável junto das fontes oficiais. A operação, iniciada no final de 2024, previa um calendário faseado que não se cumpriu na totalidade, deixando mais de mil pessoas ainda no bairro sem condições básicas de habitação.
A autarquia tinha desenhado um processo com oito fases, prevendo que cerca de 30 agregados fossem transferidos para habitação nova a cada trimestre. Para este mês de agosto estava apontada a fase final, que deveria culminar na demolição integral e no realojamento das restantes pessoas, estimadas em mais de 1100. Contudo, a execução não avançou para além da etapa inicial.
A Câmara do Seixal garante que não desistiu do processo.
A administração municipal aponta como razões atrasos na tomada de decisões e na transferência de verbas para justificar o adiamento das fases subsequentes. Essas dificuldades financeiras e administrativas travaram o cronograma inicialmente anunciado, afectando diretamente a população mais vulnerável do concelho.
- Estado actual: apenas a 1.ª fase concluída.
- Famílias realojadas até agora: 28.
- Plano inicial: 8 fases, com cerca de 30 agregados por trimestre.
O atraso tem implicações práticas imediatas: os moradores que permanecem em Santa Maria do Pinhal continuam a viver em condições sem água, eletricidade nem saneamento básico, com riscos para a saúde pública e para a segurança. Serviços sociais e organizações locais mantêm pressão para acelerar soluções habitacionais temporárias e definitivas.
| Elemento | Valor previsto / realizado |
|---|---|
| Fases previstas | 8 |
| Famílias por fase (previsto) | ~30 |
| Famílias realojadas (realizado) | 28 |
| Pessoas a realojar (última fase prevista) | >1100 |
Para além da questão técnica do financiamento, a insuficiência de vagas habitacionais imediatas e os prazos legais para adjudicações e execução das obras complicam a implementação rápida do plano. A falta de cumprimento do calendário socializa custos e inseguranças entre as famílias afectadas e os serviços municipais.
Os próximos passos dependem da resolução dos constrangimentos orçamentais e administrativos indicados pela Câmara. A comunidade espera um calendário claro para as fases seguintes e garantias de realojamentos dignos e permanentes, enquanto as entidades competentes continuam a recolher dados e a planear intervenções complementares.