Mobilização renovada em torno do acesso pedonal a Cabanas
O movimento cívico Por uma Ponte Pedonal para a Ilha de Cabanas promove, na próxima segunda‑feira, 10 de agosto, a partir das 18h, uma nova ação de protesto pública — um cordão humano — com o apoio da Junta de Freguesia. A iniciativa visa reforçar a pressão política e a visibilidade sobre a construção de um acesso pedonal que garanta condições dignas, seguras e inclusivas de chegada à praia de Cabanas.
Desde 2023, altura em que teve lugar a primeira ação do género, a reivindicação tem vindo a ganhar suporte popular e institucional. O movimento reuniu até agora 9 011 assinaturas na petição intitulada “Construção urgente de uma ponte pedonal para a ilha de Cabanas”. Um relatório da Inspeção‑Geral da Administração do Mar, Ambiente e Ordenamento do Território (IGAMAOT) colocou em causa a legalidade da travessia marítima vigente e considerou a construção de uma ponte como solução viável, determinando novo enquadramento técnico e jurídico para a questão.
| Marco | Data / Resultado |
|---|---|
| Primeiro cordão humano | 2023 |
| Assinaturas recolhidas | 9 011 |
| Moção na Assembleia Municipal de Tavira | Aprovada por unanimidade |
| Ação pública seguinte | 10 de agosto, 18h (cordão humano) |
Na sequência do parecer da IGAMAOT, o grupo municipal do PSD apresentou uma moção para a construção da ponte, aprovada por unanimidade na última Assembleia Municipal de Tavira. O documento foi remetido para apreciação em plenário da Assembleia da República, onde se espera a apreciação política e jurídica necessária para desencadear as fases subsequentes de projeto e obra.
Os promotores da iniciativa sublinham problemas práticos que permanecem sem solução: o acesso à praia continua dependente da travessia marítima por barco, sujeita a horários e tarifação, com limitações quanto a horários e sem resposta adequada para pessoas com mobilidade reduzida, famílias com crianças pequenas ou cidadãos que procuram usufruir da praia fora da época alta. A inexistência de um acesso pedonal adequado tem implicações concretas na igualdade de acesso ao espaço público, na segurança e na gestão da compatibilização com os valores ambientais da Ria Formosa.
“Na prática o acesso à praia continua a depender exclusivamente da travessia de barco, limitada em horários, condicionada por tarifas e sem resposta adequada para pessoas com mobilidade reduzida, famílias com crianças pequenas ou cidadãos que pretendem usufruir da praia fora da época alta.”
A mobilização cívica reorganizou‑se também em termos associativos: foi criada a Associação por um Acesso Pedonal para a Praia de Cabanas (APPC) com o objetivo de dar estrutura e continuidade às ações de reivindicação e à interlocução com os órgãos autárquicos e com os decisores nacionais. Para os habitantes de Tavira, a construção da ponte promete alterar o quotidiano — desde a comodidade nas deslocações até ao alargamento da utilização da praia por residentes locais durante todo o ano —, mas depende agora de decisões em sede parlamentar e do desenvolvimento dos estudos técnicos subsequentes.
- Data do próximo cordão humano: 10 de agosto, 18h.
- Assinaturas recolhidas: 9 011.
- Situação institucional: moção aprovada por unanimidade na Assembleia Municipal; aguardando apreciação na Assembleia da República.
Os próximos passos passarão pela apreciação na Assembleia da República e pela clarificação do enquadramento legal e ambiental que permitirá avançar com projeto executivo e calendarização da obra, se a via parlamentar confirmar a viabilidade apontada pelo relatório da IGAMAOT.