Programação do outono centra aposta em estreias, coproduções e circulação internacional
O Teatro Municipal do Porto (TMP) revelou a programação para a temporada de setembro a dezembro de 2026, que ocupará os espaços do Rivoli e do Campo Alegre. A proposta combina a apresentação de criadores já conhecidos da cidade com a chegada de artistas e coletivos estrangeiros, numa calendarização que privilegia a novidade e a experimentação.
Segundo o programa divulgado, a temporada inclui 11 estreias absolutas, 11 estreias nacionais, 8 coproduções e 5 coapresentações. Entre os retornos à casa estão nomes como Né Barros, Joana Providência, Phia Ménard/Cie Non Nova e o Teatro de Marionetas do Porto, que cruzam-se com a estreia em TMP de artistas internacionais e nacionais emergentes.
- Datas de início: fim de semana de abertura a 18 e 19 de setembro, com entrada livre.
- Locais: Grande Auditório do Rivoli e palco do Campo Alegre.
- Destaques internacionais: Mindy Seu, Luciana Acuña & Alejo Moguillansky, Luisa Fernanda Alfonso.
- Presenças locais e nacionais: Mariana Leite Soares, Isabél Zuaa, coletivo boca-rota.
O primeiro fim de semana oferece acesso gratuito à cidade e inclui, entre outros eventos, a estreia em Portugal da palestra performativa "A Sexual History of the Internet", da norte-americana Mindy Seu, que propõe uma leitura pública de um guião sobre as origens menos conhecidas das ferramentas digitais. No mesmo período, o programa contempla atividades paralelas, como oficinas, concertos nas varandas do Rivoli e atuações na Praça de D. João I, apostando na ocupação do espaço público como extensão do teatro.
Ao longo do outono, destacam-se estreias com variados perfis estéticos: em outubro, por exemplo, o Rivoli acolhe o novo espetáculo de Né Barros, "Zonas de Sombra", enquanto o Campo Alegre passa a apresentar criações do ciclo Palcos Instáveis e o ciclo Make Trouble traz estreias de artistas emergentes e propostas de forte componente política e poética.
Para a cidade, a programação representa uma aposta na diversidade de públicos e na circulação de obras que cruzam teatro, performance, música e investigação artística. A presença de coproduções e coapresentações reforça também a intenção do TMP de trabalhar em rede com outros criadores e estruturas, potenciando circulação e visibilidade para produções locais.
| Item | Número |
|---|---|
| Estreias absolutas | 11 |
| Estreias nacionais | 11 |
| Coproduções | 8 |
| Coapresentações | 5 |
Os bilhetes e o programa detalhado estarão disponíveis na bilheteira do TMP e nos canais oficiais da instituição. A abertura com entrada livre constitui uma oportunidade de contacto para novos públicos e de promoção das temporadas que se seguem.