Recuperação prolongada e riscos persistentes
Seis meses após a passagem da tempestade Kristin, a Câmara Municipal de Tomar considera ultrapassada a fase de emergência, mas sublinha que a reconstrução do território permanece «longe do fim». As repercussões abrangem património municipal, habitações, vias, equipamentos e grandes áreas florestais, com consequências que continuam a exigir intervenções prioritárias.
O presidente da Câmara apontou para prejuízos na esfera municipal inicialmente estimados em cerca de sete milhões de euros, valor que poderá aumentar à medida que forem finalizados os levantamentos de danos pelas juntas de freguesia e demais entidades. Entre os problemas por resolver estão estradas e taludes danificados, equipamentos autárquicos afetados e bens de património que carecem de obras.
- Prejuízos municipais: ~7 milhões de euros (estimativa inicial).
- Escola Básica da Junceira: encerrada devido a estragos, com intervenção prevista.
- Mata Nacional dos Sete Montes: limpeza e recuperação em curso; reabertura apontada para outubro, com visitas condicionadas.
Entre os locais com trabalhos em curso está a Mata Nacional dos Sete Montes, alvo de limpeza e de operações para garantir segurança. A autarquia referiu que foram derrubadas centenas de árvores e que a reabertura integral dependerá da conclusão dos trabalhos. Antes da reabertura total, prevista para outubro, a Câmara pretende permitir visitas condicionadas.
Também identificado como urgente está o reparo de um muro cuja estabilidade foi comprometida e que representa risco para habitações contíguas. A intervenção naquele ponto foi classificada pela autarquia como prioritária para proteger residentes e imóveis adjacentes.
“Se a fase de emergência está efetivamente ultrapassada, há toda uma fase de recuperação que ainda temos muito para fazer.”
O município anunciou ainda a intenção de lançar durante o ano a empreitada de recuperação da Escola Básica da Junceira, atualmente encerrada. A Câmara alertou para o facto de danos hoje menos visíveis poderem agravar-se com o regresso da chuva, o que reforça a necessidade de concluir rapidamente os levantamentos e as obras necessárias.
Face ao «rasto de destruição» provocado pela tempestade de 28 de janeiro e pelos temporais subsequentes, a floresta é uma das maiores preocupações, sobretudo com a época de temperaturas elevadas que aumenta o risco de incêndio. A continuidade dos trabalhos de limpeza e de corte de árvores derrubadas é apresentada como condição para restabelecer a segurança e a fruição dos espaços naturais por parte da população.
| Item | Situação |
|---|---|
| Prejuízos municipais (estimativa) | ~7 milhões de euros |
| Escola Básica da Junceira | Encerrada; empreitada a lançar ainda este ano |
| Mata Nacional dos Sete Montes | Trabalhos em curso; reabertura prevista para outubro (visitas condicionadas antes) |
A situação descrita pelo executivo municipal aponta para um processo de recuperação que exigirá tempo, recursos e coordenação entre a Câmara, juntas de freguesia e outras entidades. Para os habitantes de Tomar, isso traduz-se em obras na via pública, encerramentos temporários de equipamentos e restrições de acesso a espaços naturais até que sejam garantidas condições de segurança.