Conflito laboral centra-se na alegada discriminação de aumentos salariais
Os trabalhadores da Indaqua Matosinhos concluíram esta terça-feira três dias de greve destinada a reclamar igualdade de tratamento salarial entre colegas, depois de denunciarem diferenças significativas nos aumentos atribuídos.
O protesto, que incluiu paralisações na sede da empresa-mãe e uma manifestação frente às instalações da Indaqua na Avenida Fabril do Norte, reuniu cerca de duas dezenas de grevistas, segundo o delegado sindical do SITE Norte. A empresa gere as redes públicas de água e saneamento em vários concelhos, entre os quais Matosinhos.
"Estamos a reivindicar os direitos de igualdade a todos os trabalhadores porque temos trabalhadores com 150 euros de aumento e temos trabalhadores que nada tiveram de aumento, zero de aumento."
O sindicato aponta o processo de avaliação de desempenho como justificativo utilizado pela empresa para as diferenças. Ainda assim, os representantes sindicais referem casos que consideram incoerentes: trabalhadores com avaliações negativas a quem foram concedidos aumentos de 125 euros, enquanto colegas com avaliações positivas receberam apenas 10 ou 15 euros.
Perante estas discrepâncias, os trabalhadores afirmam estar contra o atual sistema de avaliação, alegando que não é justo nem transparente. O sindicato lamenta igualmente a relutância da administração em reunir para negociar, apesar dos pedidos formais apresentados.
O universo sindicalizado na unidade local é de cerca de 30/35 pessoas, num total de mais de 100 trabalhadores na Indaqua Matosinhos. A adesão à greve foi, segundo os representantes, limitada pelo receio de represálias por parte de alguns colaboradores.
Consequências locais e próximos passos
Para os habitantes de Matosinhos, o conflito pode traduzir-se num período de tensão nas relações laborais da concessionária responsável por serviços essenciais. Embora não tenham sido reportadas interrupções de abastecimento, a visibilidade pública da greve sublinha riscos para a estabilidade operacional caso a situação se agrave.
- Os trabalhadores aguardam a reação da empresa após os três dias de greve;
- O sindicato acusa falta de resposta da administração a pedidos de reunião;
- Futuras ações dependerão de eventuais contactos ou propostas da empresa.
Segue-se um quadro resumo com os números divulgados pelo sindicato.
| Item | Valor |
|---|---|
| Trabalhadores totais (Indaqua Matosinhos) | mais de 100 |
| Sindicalizados | 30/35 |
| Grevistas no último dia | cerca de 20 |
| Exemplos de aumentos apontados | 150€, 125€, 10€–15€ |
Sem sinal de abertura de negociações por parte da Indaqua, os trabalhadores mantêm-se em alerta. A população de Matosinhos terá interesse em acompanhar as possíveis repercussões para a prestação dos serviços de água e saneamento, bem como a evolução das negociações laborais.