O Tribunal decretou prisão preventiva para os três indivíduos detidos na sequência da morte do empreiteiro Francisco Sousa, de 60 anos e natural do Porto. A medida, requerida pelo Ministério Público e aplicada pelo juiz de instrução criminal, inclui a determinação de que os arguidos fiquem detidos em estabelecimentos prisionais distintos, por estarem proibidos de contactar entre si.
De acordo com a investigação, os suspeitos — os pais da antiga namorada da vítima, acompanhados por um cúmplice com antecedentes criminais — deslocaram-se desde o Brasil com o propósito de atacar o empresário. Segundo as diligências policiais, o trio esperou a vítima à porta da residência, agrediu-a e estrangulou-a, provocando a sua morte.
Detenção e instrução
A operação que conduziu às detenções foi desencadeada na segunda‑feira e contou com a intervenção de elementos da Polícia Judiciária. Os três suspeitos foram intercetados no Aeroporto de Lisboa, quando se preparavam para embarcar com destino ao Brasil. No momento da audiência no tribunal, nenhum dos arguidos prestou declarações.
- Vítima: Francisco Sousa, 60 anos, natural do Porto.
- Suspeitos: pais da ex-namorada e um cúmplice com registo criminal.
- Local das detenções: Aeroporto de Lisboa.
- Medida aplicada: prisão preventiva, com separação entre os detidos.
Fontes do processo indicam que o casal já havia estado em Portugal no ano anterior, numa visita durante a qual terá percebido que o empresário guardava quantias em casa. Regressaram este ano e, conforme a investigação, concretizaram o plano que culminou na morte da vítima.
| Elemento | Informação conhecida |
|---|---|
| Vítima | Francisco Sousa, 60 anos, Porto |
| Suspeitos | Pais da ex-namorada e um cúmplice com antecedentes |
| Detenção | Aeroporto de Lisboa, operação da PJ |
| Medida de coação | Prisão preventiva; detidos em prisões diferentes |
A decisão judicial e os pormenores da investigação serão determinantes para o prosseguimento do inquérito e para a eventual acusação. Para os moradores do Porto, a notícia reforça a atenção às dinâmicas de violência dirigida a particulares e coloca questões sobre segurança e prevenção de crimes contra empresários locais. A continuidade do processo depende agora das diligências da Polícia Judiciária e da acusação do Ministério Público, que já solicitou as medidas máximas ao tribunal.