A administração da Unidade Local de Saúde do Algarve (ULS Algarve) emitiu um comunicado a contestar denúncia de condições consideradas "indignas e desumanas" no Serviço de Urgência do Hospital de Portimão. A reacção surge na sequência de uma denúncia divulgada por uma comissão de utentes que alegou que pacientes e sinistrados permanecem longos períodos em ambulâncias, expostos a temperaturas elevadas.
Segundo a ULS Algarve, encabeçada por Tiago Botelho, essas afirmações são falsas e não correspondem à prática no Hospital do Barlavento Algarvio. A administração refere que, como noutras unidades da rede, o serviço de urgência tem assistido a um aumento da procura desde o início do verão, o que pode provocar maior afluência em momentos específicos do dia, mas que tal não se traduz em retenção de doentes em ambulâncias.
"É completamente falso que ´doentes e sinistrados transportados em ambulâncias permaneçam longos períodos de espera no exterior expostos a temperaturas extremamente elevadas´"
A ULS Algarve garante ainda que existem macas disponíveis, que não há retenções de equipas de socorro pré-hospitalar e que a transferência de doentes é feita com privacidade. No comunicado, a administração questiona igualmente a legitimidade e representatividade da Comissão de Utentes em Defesa dos Serviços Públicos (CUDESP), afirmando que se trata de uma entidade que nunca procurou dialogar com a ULS Algarve.
Impacto local e dúvidas suscitadas
Para os habitantes de Portimão, a troca de acusações entre a administração hospitalar e a comissão de utentes suscita questões práticas: quem garante transparência sobre tempos de triagem em momentos de maior procura? Como é monitorada a disponibilidade de macas e a coordenação com meios pré-hospitalares? A administração sublinha que o alarmismo é "descabido e infundado" e que a divulgação da denúncia em domingo, sem tentativa de esclarecimento prévio, levanta suspeitas sobre a intenção da divulgação.
O caso coloca em evidência a necessidade de esclarecimentos públicos e de diálogo entre utentes, estrutura hospitalar e organismos responsáveis pela saúde, sobretudo numa época do ano em que a pressão sobre os serviços tende a aumentar.
- Denúncia: alegações de espera de doentes em ambulâncias e exposição a calor extremo.
- Resposta da ULS: nega as acusações, garante macas e privacidade nas transferências.
- Questão de representatividade: administração questiona legitimidade da comissão de utentes.
| Item | Dados |
|---|---|
| Pontos de atendimento de urgência no Algarve | 6 (inclui Portimão e outros cinco pontos) |