Recorde de invencibilidade e fim da série nos quartos de final
O guarda-redes Unai Simón, titular da seleção espanhola no Mundial-2026, alcançou uma marca histórica ao somar uma das mais longas séries de minutos sem sofrer golos em fases finais do Campeonato do Mundo. A sua sequência colocou-o à frente de referências históricas da posição, antes de terminar perante a Bélgica.
Segundo estatísticas especializadas, Simón acumulava já 429 minutos sem concessões antes do encontro dos oitavos de final contra a Áustria. Ao manter a sua baliza inviolada nesse jogo — e adicionando outros 90 minutos — escalou o topo de um ranking que reúne nomes consagrados como Walter Zenga, Peter Shilton e Iker Casillas.
O domínio continuou até aos quartos de final, onde um golo de De Ketelaere, aos 40 minutos do encontro com a Bélgica, pôs termo a uma série notável. Considerando o período entre o golo de Tanaka na fase de grupos no Mundial do Catar e o tento belga nos Estados Unidos, México e Canadá, o total registado alcançou 649 minutos sem sofrer.
- 429 minutos registados antes dos oitavos de final;
- 6 jogos com a baliza a zeros entre os primeiros sete encontros do jogador no torneio;
- 649 minutos acumulados até ao golo que terminou a série.
O feito coloca Simón num patamar singular: é o primeiro guarda-redes a conseguir manter a baliza a zeros em seis partidas consecutivas num só Campeonato do Mundo. A performance suscitou comparações com guardiões lendários da prova e alimentou o debate sobre opções de baliza na própria seleção espanhola, depois de dúvidas que surgiram quanto ao derradeiro lugar entre outros candidatos.
| Item | Valor |
|---|---|
| Minutos sem sofrer antes dos oitavos | 429 |
| Total acumulado até aos quartos | 649 |
| Jogos seguidos com baliza a zeros | 6 |
Para os adeptos e observadores, a sequência de Simón reforça a autoridade da seleção espanhola na competição e justifica a confiança do treinador no guardião do Athletic, apesar das alternativas abertas por outros guarda-redes com boas temporadas. Em campo, a interrupção da série pela Bélgica ditou o seguimento natural do torneio, mas não apaga a marca estatística deixada pelo jogador.
Do ponto de vista prático, a evolução de Simón no Mundial será tema de análise nas próximas semanas, com impacto na discussão sobre convocatórias futuras e no reconhecimento individual do atleta em palcos internacionais.