Parque urbano integra património arqueológico e novos percursos de lazer
A Câmara de Vila Nova de Famalicão inaugurou no último sábado o Parque de São Miguel-o-Anjo, um área com cerca de 15 hectares localizada na União de Freguesias de Famalicão e Calendário. A intervenção pretende consolidar o espaço como um «novo pulmão da cidade», conciliando a valorização paisagística com a proteção do património arqueológico.
Segundo o comunicado municipal, os trabalhos seguiram uma filosofia de intervenção minimalista, com foco na salvaguarda dos vestígios históricos e na melhoria das condições de fruição e segurança. A obra incluiu o reperfilamento de caminhos existentes, a criação de novos percursos pedonais interpretativos e de contemplação, e a instalação de passadiços metálicos em ferro.
«Minimalista, respeitando os vestígios arqueológicos e os valores naturais e paisagísticos existentes», refere a câmara.
Foram criados três miradouros com designações que realçam a ligação à paisagem e à cidade: Miradouro da Fertilidade, Miradouro dos Vales e Miradouro de Vila Nova. O parque integra ainda uma área de repouso e espaços pensados para atividades ao ar livre.
- Área: cerca de 15 hectares
- Miradouros: 3 (Fertilidade, Vales, Vila Nova)
- Intervenções: percursos, passadiços metálicos, áreas de lazer
Os vestígios arqueológicos identificados no Monte de São Miguel-o-Anjo situam ocupações desde a Idade do Bronze, há cerca de três mil anos, passando por um castro na Idade do Ferro, transformações romanas e um papel de vigilância na Idade Média. O local foi classificado como Imóvel de Interesse Público em 1990.
| Elemento | Descrição |
|---|---|
| Área | ~15 hectares |
| Miradouros | 3 |
| Classificação | Imóvel de Interesse Público (1990) |
Para os moradores, a nova infraestrutura representa um reforço dos espaços verdes urbanos e uma oportunidade para atividades ao ar livre e educação ambiental. A preservação dos vestígios arqueológicos acrescenta uma dimensão cultural que pode potenciar visitas guiadas e projetos pedagógicos com escolas locais. A intervenção municipal destaca-se por evitar obras pesadas que pudessem comprometer os valores naturais e arqueológicos do monte.
Nos próximos meses, a gestão do parque e a calendarização de pequenas intervenções de manutenção serão determinantes para garantir que o espaço responda às expectativas da comunidade e cumpra as funções de conservação e fruição anunciadas pela autarquia.