Investimento considerado «estruturante» para Abrantes
O executivo municipal de Abrantes informou que o processo relativo à instalação de um centro de dados na Zona Industrial do Pego, avaliado em 7 000 milhões de euros (7 MME), continua a registar progresso, com reuniões regulares entre o município e os promotores. O vice‑presidente da Câmara, João Gomes (PS), declarou que há um acompanhamento quase semanal da evolução do projeto, sublinhando a importância do investimento para o concelho, a região e o país.
Segundo o município, os terrenos destinados ao empreendimento — cerca de 83 hectares — já foram adquiridos pelos promotores, numa operação imobiliária cujo montante ascendeu a 27,5 milhões de euros. Desta transação resultou uma isenção de IMT na ordem de 1,8 milhões de euros, aprovada pela Câmara à taxa de 6,5%.
“O processo tem avançado. Temos feito várias reuniões com os promotores e há um acompanhamento quase semanal”, afirmou João Gomes.
Os promotores apresentaram ainda à autarquia um pedido de demolição das antigas instalações existentes no terreno — que foi anteriormente ocupado pela RPP Solar — e submeteram um pedido de informação prévia (PIP). O município esclareceu que a apreciação do PIP ficará dependente da entrada em vigor do novo Plano Diretor Municipal (PDM), cuja publicação é prevista para setembro, uma vez que o projeto demanda índices de construção superiores aos atualmente permitidos.
- Terreno: ~83 hectares (ex‑RPP Solar, junto à EN118, Pego).
- Transação: 27,5 ME (com isenção de IMT de 1,8 ME).
- Energia assegurada: 300 MW junto da Rede Elétrica Nacional.
| Item | Valor |
|---|---|
| Avaliação do projeto | 7 000 ME |
| Área prevista | 83 hectares |
| Transação de terrenos | 27,5 ME |
| IMT isento | 1,8 ME |
| Potência assegurada | 300 MW |
Do ponto de vista prático, a concretização do centro de dados vai depender da aprovação do PIP e da adaptação das regras urbanísticas àquele investimento, pelo que a expectativa municipal está ligada à publicação do novo PDM. A Câmara considera o projeto um sinal de confiança dos investidores no potencial do território e destaca a ligação direta à central do Pego como fator crítico, tendo os promotores já assegurado a potência elétrica necessária para o funcionamento inicial.
Para a população e agentes económicos locais, o projeto levanta questões imediatas sobre emprego, infraestruturas e impactes ambientais e urbanísticos. A antecipação é a de efeitos significativos na economia local, mas também da necessidade de maior clarificação sobre calendário, fases de obra e medidas de acompanhamento ambiental e de emprego que garantam benefícios concretos para Abrantes.
Até ao próximo enquadramento urbanístico, a Câmara acompanhará o processo e manterá contactos regulares com os promotores, assegurando que quaisquer pedidos de licenciamento respeitem as novas normas a publicar no PDM.