Estado de conservação do Jardim do Castelo em debate
Na sessão mais recente do executivo municipal, a vereadora do PSD, Ana Oliveira, manifestou preocupação com o estado de conservação do Jardim do Castelo e com a limpeza dos espaços públicos de Abrantes. Segundo a eleita, o espaço apresenta «diversas situações de degradação», que incluem falta de iluminação, bancos danificados, sarjetas partidas, casas de banho vandalizadas e condições de segurança deficitárias para utentes mais vulneráveis, como crianças e idosos.
A intervenção da vereadora sublinhou ainda a discrepância entre a recente campanha de promoção turística do Castelo de Abrantes e a imagem efetiva que os visitantes encontram no terreno, defendendo uma intervenção urgente para reposicionar aquele ex-líbris da cidade.
"O jardim apresenta diversas situações de degradação, com falta de iluminação, bancos danificados, sarjetas partidas, casas de banho vandalizadas e condições de segurança insuficientes para quem ali circula, sobretudo crianças e idosos."
O debate alargou-se à limpeza urbana, com Ana Oliveira a referir a presença generalizada de ervas em passeios, ruas e entradas da cidade e o aumento da população de pombos, que acarreta problemas de sujidade e riscos associados à saúde pública. A vereadora recomendou campanhas de sensibilização e medidas que permitam controlo da situação por parte das autoridades locais.
Resposta do executivo: limitações materiais e legais
Em resposta, o presidente da Câmara Municipal, Manuel Jorge Valamatos, admitiu a existência de dificuldades na manutenção dos espaços públicos. O autarca explicou que, após as festas, várias praças exigem lavagens profundas — um serviço que tem de ser contratado externamente devido à insuficiência dos meios municipais disponíveis.
Quanto ao controlo das ervas, o presidente referiu que a proibição do uso dos antigos herbicidas tornou o combate mais difícil a nível nacional, obrigando a intervenções sucessivas. Valamatos apontou ainda que as juntas de freguesia enfrentam limitações de recursos humanos para fazer face à dimensão do território municipal.
- Problemas apontados: degradação do Jardim do Castelo, limpeza insuficiente, ervas em passeios, aumento de pombos.
- Explicações municipais: recursos próprios insuficientes, necessidade de contratação externa para lavagens profundas, restrições legais ao uso de herbicidas, limitações das juntas de freguesia.
- Reivindicação do PSD: intervenção urgente para dignificar o monumento e ações de sensibilização e controlo de pragas urbanas.
| Problema | Resposta da Câmara |
|---|---|
| Necessidade de limpezas profundas pós-festas | Contratação externa por falta de meios próprios |
| Ervas em passeios e ruas | Controlo mais difícil devido à proibição de antigos herbicidas |
| Juntas de freguesia sem capacidade humana | Reconhecimento das limitações e necessidade de apoio |
O confronto de posições coloca na ordem do dia a necessidade de definir prioridades de intervenção e a origem dos meios para as executar. Para os residentes que usufruem diariamente dos espaços públicos de Abrantes, as diferenças entre a imagem promovida e a realidade local traduzem-se em segurança, comodidade e higiene. A decisão sobre calendários de intervenção, a eventual contratação de serviços externos e as campanhas de sensibilização para a alimentação de pombos serão determinantes para mitigar os problemas identificados.
Enquanto não houver um plano operativo e calendarizado de intervenção comunicado aos moradores, permanece a preocupação sobre a capacidade do município e das juntas de freguesia em responder de forma sustentada às exigências de manutenção dos espaços públicos e à preservação do património urbano.