Projeto pioneiro nos Açores aposta na monitorização remota de doentes crónicos
O Hospital do Santo Espírito da Ilha Terceira, no âmbito do Hospital de Angra do Heroísmo, iniciou um projeto de telemonitorização destinado a doentes com insuficiência cardíaca e DPOC (doença pulmonar obstrutiva crónica). A iniciativa, apresentada pelo Governo Regional dos Açores, conta com apoio tecnológico da empresa Hope Care Health e articulação com a Direção Regional da Saúde.
Em comunicado, a administração regional explicou que a primeira fase do projeto abrangerá 100 utentes, repartidos por 50 com insuficiência cardíaca e 50 com DPOC, acompanhados pelas equipas de Cardiologia e Pneumologia do hospital. A monitorização será assegurada por equipamentos médicos conectados e por uma plataforma clínica certificada, permitindo às equipas clínicas seguir sinais vitais e outros parâmetros à distância.
"Traduz a visão do Governo dos Açores de aproximar os cuidados de saúde às pessoas, utilizando a inovação tecnológica para responder às especificidades de uma Região arquipelágica"
A secretária regional da Saúde e Segurança Social, Mónica Seidi, marcou presença na visita que assinalou o arranque do projeto e destacou a intenção de reduzir deslocações desnecessárias dos utentes e reforçar a acessibilidade aos cuidados de saúde. Segundo a nota do executivo, o programa integra a estratégia de telemedicina da região e beneficia de medidas do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
Os responsáveis regionais salientam que a telemonitorização deverá contribuir para uma mudança de paradigma no acompanhamento de crónicos: da intervenção reativa para uma abordagem mais preventiva, contínua e integrada. A experiência na Terceira servirá também para testar processos, tecnologia e fluxos clínicos que poderão ser alargados progressivamente aos restantes hospitais dos Açores.
Para além do objetivo de melhorar o conforto e a segurança dos utentes, o projeto espera otimizar recursos hospitalares — ao reduzir consultas presenciais e deslocações — e potenciar a continuidade de cuidados em contexto insular, onde distâncias e logística condicionam frequentemente o acesso.
Os próximos passos passam por acompanhar os resultados desta primeira fase piloto, avaliar indicadores clínicos e de satisfação dos utentes e profissionais, e preparar a expansão do modelo para outros estabelecimentos de saúde regionais, sempre com base em plataformas certificadas e no envolvimento das equipas especializadas.
Pontos-chave:
- Arranque no Hospital de Angra do Heroísmo com 100 utentes (50 insuficiência cardíaca, 50 DPOC).
- Projeto apoiado tecnicamente pela Hope Care Health e integrado na estratégia de Telemedicina dos Açores.
- Objetivo de reduzir deslocações, aumentar monitorização contínua e expandir o modelo aos restantes hospitais regionais.
| Item | Valor |
|---|---|
| Utentes na 1.ª fase | 100 |
| Insuficiência cardíaca | 50 |
| DPOC | 50 |