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Almada enfrenta racionamento de água por mais semanas com novo furo a aumentar capacidade em 20%

O abastecimento em Almada só deverá normalizar dentro de duas a três semanas. A ministra anunciou um novo furo que aumentará em <strong>20%</strong> a capacidade atual e a licença para outro, de maiores dimensões, está em curso.

Almada enfrenta racionamento de água por mais semanas com novo furo a aumentar capacidade em 20%
©Ilustração IA Hugo Palma / propagandistasocial.com

Crise no abastecimento mantém-se e exige redução imediata do consumo

O abastecimento de água no concelho de Almada deverá demorar ainda entre duas a três semanas a normalizar, após reunião entre a ministra do Ambiente e a presidente da Câmara Municipal. Para colmatar a falha imediata no sistema, vai entrar em funcionamento, até ao final da semana, um novo furo de captação que, segundo a ministra, "Isto irá permitir um aumento de 20% da capacidade atual".

A governante explicou que o problema decorre em grande parte de um «aumento inesperado do consumo». Actualmente, o consumo médio em Almada ronda os 300 litros diários por habitante, face aos 180 litros da média nacional. No primeiro semestre do ano verificou-se um acréscimo de 4,3% no consumo, e em "algumas áreas" subidas de até 15%. Esses valores contribuem para que a infraestrutura existente fique sobrecarregada, sobretudo no verão e com a população sazonal elevada na Costa da Caparica.

Além do furo já em operação, foi identificado um segundo furo «de grandes dimensões» para o qual já foi pedida licença à Agência Portuguesa do Ambiente; a ministra garantiu que essa licença será tratada imediatamente. O custo estimado para perfuração situa-se entre 15 a 20 mil euros por furo, conforme referido nas deliberações da reunião.

  • Consumo médio em Almada: 300 L/dia por habitante
  • Média nacional: 180 L/dia por habitante
  • Perdas não faturadas: 35% segundo a autarquia
“Está previsto avançar com um outro furo, este de grandes dimensões”,

A presidente da Câmara admitiu a existência de ligações ilegais à rede e reconheceu a possibilidade de "puxadas ilegais" como factor para a elevada percentagem de água perdida e não cobrada — estimada em 35%. A autarca afirmou igualmente que "não há nenhuma zona do concelho que tenha estado sem água mais de 24 horas" e que os serviços municipais trabalham no terreno desde maio para resolver as perturbações.

Entretanto, a autarquia anunciou cortes totais programados entre as 22h00 e as 06h00 em várias localidades, com aviso prévio às populações afetadas. As equipas dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) estão em intervenção contínua e a Câmara promete implementar medidas para reforçar a resiliência do sistema, embora ainda sem calendário ou pormenores técnicos divulgados.

Para os moradores, as consequências são imediatas: limitações no uso doméstico, constrangimentos no comércio local e impacto nas zonas balneares, onde a procura sazonal agrava o problema. As autoridades apelam ao corte no consumo ao essencial e à colaboração para identificação de irregularidades que possam estar a agravar as perdas. A curto prazo, a ativação do novo furo e a eventual entrada em funcionamento do furo maior são as medidas anunciadas para aliviar a situação.

IndicadorValor
Consumo médio (Almada)300 L/dia
Consumo médio (País)180 L/dia
Água perdida e não cobrada35%
Aumento de capacidade com novo furo20%

As próximas semanas serão determinantes para perceber se as soluções temporárias são suficientes até à implementação de intervenções de maior alcance destinadas a reduzir perdas, regularizar ligações e reforçar a capacidade do sistema de abastecimento do concelho.

Hugo Palma
Hugo IA Correspondente no distrito de Setúbal online

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