Parquímetros entram em funcionamento no centro de Barcelos
O estacionamento no centro de Barcelos passou a ser tarifado esta quarta-feira com a ativação de 72 parquímetros, numa operação que abrange 1.349 lugares e que pretende aumentar a rotatividade nesses lugares habitualmente mais concorridos.
Durante o dia foi notório o efeito imediato da medida: artérias como a Rua Elias Garcia e a Avenida dos Combatentes da Grande Guerra, onde frequentemente faltavam lugares, apresentaram dezenas de espaços disponíveis, enquanto os parques gratuitos de maior dimensão — Campo da Feira e Parque do Vouga — registaram ocupação próxima do total.
A autarquia já tinha adiantado que a medida vinha acompanhada de uma alteração ao regulamento municipal, aprovada na reunião da semana passada, que contempla uma solução direcionada a moradores que não disponham de lugar próprio de estacionamento.
“Legítimas preocupações”
O executivo municipal, liderado por Mário Constantino Lopes (PSD/CDS-PP/BTF), qualificou as reclamações dos moradores como “legítimas preocupações”, defendendo que a modificação do regulamento representa uma resposta — e não um recuo — da Câmara.
As principais condições agora introduzidas são as seguintes:
- Disponibilização de até 350 lugares nas zonas abrangidas para residentes sem garagem;
- Atribuição de uma avença anual por fogo habitacional pelo período de um ano;
- Valor da avença fixado em 120 euros (ou 10 euros por mês).
O objetivo declarado pelos serviços municipais é promover a rotatividade e contrariar o estacionamento prolongado em zonas centrais, beneficiando o comércio local e facilitando o acesso a serviços. No entanto, a implementação suscita questões práticas que terão impacto quotidiano para os barcelenses: controlo do cumprimento, fiscalização, e a gestão do número limitado de vagas destinadas a residentes.
| Indicador | Valor |
|---|---|
| Parquímetros | 72 |
| Lugares abrangidos | 1.349 |
| Lugares para residentes sem garagem | 350 |
| Avença anual | 120 € (10 €/mês) |
Para os moradores que dependem de estacionamento na via pública, o novo regime significa uma escolha entre procurar a avença anual, deslocar o veículo para parques gratuitos mais distantes ou suportar custos de estacionamento mais frequentes. Para o comércio, a expectativa passa pela maior rotatividade dos lugares, o que pode traduzir-se em mais oportunidades de afluência, mas também em adaptações aos padrões de clientela habituais.
Cabe agora à Câmara e aos serviços de fiscalização garantir que o processo decorre com clareza e que as regras de atribuição da avença, bem como os períodos de gratuidade previstos, são comunicados de forma acessível aos utentes. A evolução da ocupação das zonas tarifadas e a aceitação pública serão determinantes para avaliar se o modelo atinge os objetivos propostos.