Uma reunião de trabalho realizada a 7 de julho em Beja marcou um passo relevante na estratégia de valorização do fórum romano localizado na Rua da Moeda. O encontro juntou responsáveis municipais, técnicos do Património Cultural, representantes da CCDR do Alentejo, a equipa científica do projeto Arqueologia das Cidades de Beja e a empresa Archaetools, no sentido de articular a conservação do sítio e a sua abertura à fruição pública.
O vereador da Cultura e Património da Câmara de Beja, Vítor Picado, sublinhou a importância de coordenar esforços entre as várias instituições para concretizar um projeto que considera “fundamental para Beja e para a região”. A reunião centrou-se em temas técnicos — preservação do espólio in situ, aprofundamento do conhecimento científico e definição de estratégias de divulgação e musealização — que ligam diretamente as intervenções no fórum ao projeto mais amplo do futuro Museu Romano de Beja.
“É importante conseguirmos aglutinar vontades para desenvolver este projeto, que é fundamental para Beja e para a região.”
O vereador frisou também a presença de parceiros de referência no trabalho arqueológico da península ibérica: duas a três semanas antes do encontro, Beja recebeu a visita da diretora do Museu Nacional de Arte Romana de Mérida, Trinidad Nogales, e do seu marido José María Álvarez Martínez, antigo diretor daquela instituição, o que, segundo a autarquia, confirma o crescente interesse internacional pelo património local.
Entre os objetivos delineados estão: garantir a conservação adequada das estruturas arqueológicas, promover investigação científica que esclareça a cronologia e função do fórum e construir um roteiro de visita que permita a fruição pública sem pôr em risco os vestígios. A articulação entre entidades nacionais, regionais e a equipa científica pretende também facilitar candidaturas a fundos e apoios técnicos.
Para os habitantes de Beja, o avanço deste projeto poderá traduzir-se em benefícios concretos: maior visibilidade cultural da cidade, incremento do turismo patrimonial, criação de necessidades de formação técnica local e oportunidades de participação em atividades culturais. A ligação ao futuro Museu Romano reforça a ideia de um polo cultural que agregue o espólio disperso e ofereça soluções expositivas e interpretativas de longo prazo.
O trabalho agora em curso no fórum romano continuará a exigir coordenação técnica, planeamento financeiro e diálogo com a comunidade. Nos próximos meses, a Câmara e os parceiros prometem aprofundar calendários de intervenção e medidas de proteção, mantendo a meta de transformar o sítio num recurso acessível e sustentável para Beja e para a região.
| Entidade | Função no projeto |
|---|---|
| Município de Beja | Coordenação local e decisão política |
| CCDR do Alentejo | Apoio regional e articulação de políticas |
| Património Cultural, I.P. | Orientação técnica e proteção do sítio |
| Arqueologia das Cidades de Beja (equipa científica) | Investigação e direcção técnica |
| Archaetools | Suporte técnico e consultoria |
- Reunião de trabalho realizada a 7 de julho sobre o fórum romano.
- Objetivos: conservação, investigação e valorização pública.
- Parcerias nacionais e internacionais reforçam o projeto.