Corporações de bombeiros do distrito de Leiria continuam a aguardar o ressarcimento das despesas que suportaram durante a intervenção provocada pela depressão Kristin, ocorrida em janeiro. As verbas reclamadas destinam-se a custos com alimentação das equipas, combustível e reparação de viaturas, essenciais para a resposta a ocorrências naquele período.
"As despesas comprovadas relativas à tempestade Kristin ascendem a cerca de 130 mil euros"
A responsável pela Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Pombal informou que os elementos foram apresentados dentro dos prazos e cumprindo os critérios exigidos pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), mas que o reembolso ainda não foi efectuado. A entidade central, segundo a mesma fonte, garantiu entretanto que o pagamento será efetuado até ao final do mês.
A presidente da associação frisou a pressão financeira que o atraso acarreta: todos os custos são inicialmente suportados pelas corporações e só depois ressarcidos. Ainda que reconheça um ano “particularmente atípico”, com sequência de tempestades e incêndios, apelou a uma maior celeridade administrativa para evitar constrangimentos às operações e à sustentabilidade das associações.
Impacto local e valores conhecidos
Para além do montante global indicado para as despesas comprovadas, há relatos concretos de outras corporações afetadas. A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Marinha Grande contabilizou quase 16 mil euros entre alimentação, combustível e reparações de viaturas, valores que tiveram impacto directo na gestão do quartel e nas contas da instituição.
- Despesa global apresentada pela região: cerca de €130.000 (despesas comprovadas).
- Marinha Grande: perto de €16.000 em custos específicos.
- Natureza das despesas: alimentação de equipas e elementos externos, combustível e reparações de viaturas.
O adiamento do reembolso é justificado pela existência de um intervalo entre a ocorrência do evento, a submissão das despesas e o processamento do pagamento. Fontes locais admitem melhorias recentes no processo, mas alertam para os efeitos imediatos desta espera nas pequenas associações que dependem de liquidez para manter operacionais os meios de socorro.
| Local | Despesa indicada |
|---|---|
| Pombal (associação regional) | c. €130.000 (total regional declarado) |
| Marinha Grande | c. €16.000 |
Para os habitantes e utilizadores dos serviços de emergência do distrito, a conclusão do processo de reembolso é relevante porque influencia a capacidade das corporações de manter stocks, realizar manutenções e planear intervenções futuras sem apertos financeiros. As associações apelam a uma maior proatividade e rapidez por parte do governo e da ANEPC para que os pagamentos deixarão de ser um factor de tensão orçamental.
As corporações locais recomendam ainda que, em situações idênticas, sejam mantidos procedimentos claros de contabilização e acompanhamento dos pedidos de reembolso, de modo a reduzir o tempo entre a despesa incorrida e o recebimento efectivo dos fundos prometidos pelas entidades competentes.