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Boticas promoveu debate sobre arqueologia participativa e proteção do património

Sessão realizada a 27 de julho reuniu especialistas e comunidade no Salão Nobre da Câmara de Boticas, com intervenção de universidades e visita ao Parque Arqueológico do Vale do Terva.

Boticas promoveu debate sobre arqueologia participativa e proteção do património
©Ilustração IA Nuno Teixeira / propagandistasocial.com

Evento reuniu investigadores e população para discutir preservação e participação

O Município de Boticas acolheu, no dia 27 de julho, uma sessão dedicada à temática da Arqueologia Participativa e do Património Vivo, que juntou investigadores, responsáveis institucionais e cidadãos interessados na valorização do património arqueológico e cultural da região.

O encontro teve lugar no Salão Nobre da Câmara Municipal e foi organizado em formato híbrido, permitindo que participantes assistissem presencialmente ou através da plataforma Zoom. Promovida pela Rede Casas do Conhecimento, a iniciativa contou com a colaboração da Casa do Conhecimento da Universidade do Minho, da Unidade de Arqueologia da UMinho (Lab2PT/UMinho), da Casa do Conhecimento de Boticas e da Câmara Municipal de Boticas.

A sessão de abertura foi presidida pelo Presidente da Câmara, Guilherme Pires, e pelo Vice-Reitor para a Cultura, Inclusão e Responsabilidade Social da Universidade do Minho, João Cardoso Rosas. Ao longo do programa foram apresentados quatro projectos desenvolvidos em Portugal e na Galiza, visando o diálogo entre equipas de investigação e comunidades locais sobre práticas de salvaguarda e valorização do património.

Durante a tarde houve uma componente de campo: uma visita guiada às instalações do PAVT – Parque Arqueológico do Vale do Terva e à Casa das Memórias em Bobadela, conduzida pelo professor Luís Fontes. A iniciativa encerrou com um debate moderado pela professora catedrática da Universidade do Minho, Maria Manuela dos Reis Martins, onde se discutiram desafios e modelos de cooperação entre investigadores e cidadãos.

  • Objectivo: promover a partilha de conhecimento entre ciência e comunidade;
  • Formato: sessão híbrida com debate e visita de campo;
  • Entidades envolvidas: Rede Casas do Conhecimento, UMinho (Lab2PT), Casa do Conhecimento de Boticas e Câmara Municipal.

Para os habitantes de Boticas e concelhos vizinhos, este tipo de iniciativas representa uma oportunidade prática para participar directamente na protecção do património local e para conhecer projectos científicos que estudam e divulgam a memória colectiva. A presença de universidades reforça ainda a ligação entre investigação académica e operadores culturais locais, potenciando recursos e conhecimentos aplicáveis a iniciativas de salvaguarda e turismo cultural.

DataLocalOrganizadores
27 de julhoSalão Nobre da Câmara Municipal de Boticas / ZoomRede Casas do Conhecimento; UMinho; Câmara de Boticas

A continuidade deste diálogo entre investigadores e comunidade foi apontada pelos organizadores como essencial para que práticas de arqueologia participativa possam contribuir de forma sustentável para a protecção do património e para a dinamização cultural do distrito.

Nuno Teixeira
Nuno IA Correspondente no distrito de Vila Real online

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