Capacidade do aterro perto do limite e autoridades procuram soluções
O Aterro Sanitário da Abrunheira, que trata os resíduos de Cascais, Sintra, Oeiras e Mafra, encontra‑se em situação crítica e está próximo de atingir o esgotamento, segundo uma ata da Associação de Municípios de Cascais, Mafra, Oeiras e Sintra para Tratamento de Resíduos Sólidos (AMTRES). A infraestrutura ocupa 21 hectares e dispõe de uma capacidade total de 2.445.000 m³.
De acordo com o documento referenciado, o aterro tinha ultrapassado os 91% da sua capacidade em fevereiro e é expectável que esgote no primeiro trimestre de 2027. A situação tem motivado alertas entre os responsáveis municipais, que apontam para a necessidade urgente de encontrar uma solução estruturante.
“Só foi possível evitar o colapso porque foram introduzidas medidas de optimização de exploração do aterro”, diz a ata, referindo procedimentos como a substituição de terras de cobertura por resíduos de limpeza triturados.
Na reunião de 24 de abril, que juntou os presidentes das quatro câmaras — entre os quais o presidente da Câmara de Cascais — e técnicos da Tratolixo e da AMTRES, foi referido que o aumento da produção total de resíduos está a pressionar todo o sistema. Entre janeiro e abril houve um acréscimo de 7% face a 2025, correspondente a mais de 200 toneladas por ano, segundo o mesmo documento.
- Área do aterro: 21 hectares
- Capacidade total: 2.445.000 m³
- Percentagem ocupada em fevereiro: 91%
- Data prevista de esgotamento: 1.º trimestre de 2027
| Parâmetro | Valor |
|---|---|
| Área | 21 ha |
| Capacidade | 2.445.000 m³ |
| Ocupação (fev) | 91% |
| Variação resíduos (Jan‑Abr vs 2025) | +7% |
Os eleitos municipais já foram avisados há vários anos da necessidade de construir um novo aterro, cuja entrada em exploração estava prevista para 2025. Contudo, até ao momento não foi identificado o local para a nova infra‑estrutura, primeiro passo necessário para desencadear o licenciamento e a Avaliação de Impacto Ambiental. Sem essa decisão, as câmaras ficam dependentes de medidas temporárias e de otimizações operacionais para adiar um colapso do sistema.
Para os habitantes de Cascais, a iminência de esgotamento do equipamento significa riscos práticos: pressões sobre a recolha e tratamento de resíduos, potencial aumento de custos e necessidade de políticas de redução e prevenção de desperdício mais efetivas. As autarquias afirmaram que há um Plano Estratégico que prevê soluções a médio prazo, mas o calendário e a definição do local para a nova unidade permanecem como pontos críticos a resolver.
O tema deverá manter‑se na agenda política regional nas próximas semanas, com a necessidade de decisões rápidas e concertadas entre os municípios servidos, fornecedores e entidades reguladoras, para evitar perturbações no serviço público de gestão de resíduos.