Um bebé de três meses morreu depois de ter sido agitado em Vila Nova de São Bento, no concelho de Serpa. O homem de 69 anos que se encontrava em prisão preventiva é o companheiro da avó da vítima e, segundo a Polícia Judiciária, não tinha conhecimento de que estava a ser investigado nos seis meses anteriores.
O incidente ocorreu a 6 de janeiro, quando o arguido ficou a tomar conta da criança e da irmã de dois anos enquanto os pais e a avó — todos de origem moldava — foram trabalhar no campo. Durante esse período, o bebé chorou e o homem terá abanado o menor até este entrar em paragem cardiorrespiratória. A família deu o alerta ao serviço de emergência por volta da chegada a casa e o bebé veio a falecer no Hospital de Santa Maria, em Lisboa.
Declarações da investigação
"Não houve sinais de tentativa de fuga"; "não há qualquer indício de que ele soubesse que estava a ser investigado".
As palavras são de João Garcia, responsável pela Diretoria do Sul da Polícia Judiciária, citadas pela agência Lusa. A PJ indicou que, apesar da gravidade dos factos, não existiram indícios que apontassem para uma tentativa de fuga por parte do arguido nem prova de que este soubesse estar sob investigação.
- Vítima: bebé de 3 meses (nome não divulgado pela fonte);
- Arguido: homem de 69 anos, companheiro da avó da criança;
- Local: Vila Nova de São Bento, concelho de Serpa;
- Data dos factos: 6 de janeiro; óbito ocorreu no Hospital de Santa Maria, em Lisboa.
| Data | Evento |
|---|---|
| 6 de janeiro | Ocorrência: bebé agitado até entrar em paragem cardiorrespiratória; família alerta os serviços; |
| Período seguinte | Investigação pela PJ (seis meses) sem conhecimento do suspeito; |
| Data da notícia | 17 de julho de 2026 — informação pública sobre prisão preventiva e declarações da PJ. |
O caso suscitou intervenção judicial e levou à aplicação de prisão preventiva ao arguido. Para a comunidade de Serpa, trata‑se de um episódio que levanta questões sobre vigilância, cuidados na ausência dos progenitores e apoio a famílias trabalhadoras sazonais. A investigação da PJ prossegue para apurar responsabilidades criminais e clarificar a sequência exacta dos factos.
As autoridades competentes e os serviços sociais locais poderão vir a ser chamados a reforçar medidas de protecção infantil e a sensibilização sobre práticas seguras de cuidado de bebés, sobretudo em contextos em que os cuidadores são parentes ou conviventes temporários.