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Comandante metropolitano aceita regime de turnos pedido por polícias da Divisão de Investigação Criminal

Após reunião com representantes sindicais, o comando metropolitano da PSP do Porto aceitou a proposta de aplicação do regime de turnos, que agora será remetida ao diretor nacional para decisão final.

Comandante metropolitano aceita regime de turnos pedido por polícias da Divisão de Investigação Criminal
©Ilustração IA Diogo Azevedo / propagandistasocial.com

O comandante metropolitano da PSP do Porto aceitou esta segunda‑feira a reivindicação formulada por agentes da Divisão de Investigação Criminal (DIC) no sentido de transitarem do atual regime de piquetes para o regime de turnos. A proposta vai ser enviada à direção nacional da Polícia de Segurança Pública para decisão final, segundo informação avançada por responsáveis sindicais no término da reunião.

Durante o encontro, que juntou representantes da associação sindical e a hierarquia metropolitana, estiveram também concentrados junto ao Comando cerca de 60 agentes a exigir um desfecho favorável. Na DIC do Porto trabalham aproximadamente 280 elementos, de acordo com números comunicados pelos sindicatos.

"Ao fazerem um piquete, os agentes recebem o valor máximo que é de 150 euros. O que acontece na Direção de Investigação Criminal do Porto é que cada agente está a fazer dois, três ou quatro piquetes, num mês"

Os representantes sindicais explicaram que o actual sistema de piquetes prejudica financeiramente os agentes. Segundo a ASPP/PSP, o valor máximo pago por um piquete é de 150 euros, mas quando um agente é chamado a realizar piquetes subsequentes - segundo a mesma fonte - deixa de receber por esses períodos e perde, além disso, o subsídio de refeição, porque, formalmente, não figuram como horário de trabalho.

Próximos passos e expectativa de resposta

A proposta aprovada pelo comandante metropolitano seguirá para a direção nacional da PSP, que detém a competência final para alterar o regime de trabalho. Os sindicatos aguardam uma resposta já na próxima semana. Caso seja aceite, a mudança de regime terá implicações administrativas e orçamentais que a direção nacional terá de avaliar.

Para os cerca de 280 profissionais da DIC, a adoção do regime de turnos pretende promover maior regularidade no pagamento de suplementos e clarificar os horários de disponibilidade. Os agentes defendem que a harmonização com o regime praticado noutras áreas, como em Lisboa, trará maior equidade e previsibilidade nas suas remunerações.

  • Concentração: cerca de 60 agentes junto ao Comando Metropolitano
  • Efetivo DIC Porto: aproximadamente 280 agentes
  • Valor máximo por piquete: 150 euros (conforme reivindicação sindical)
ItemValor
Agentes concentrados~60
Total na DIC Porto~280
Pagamento máximo por piquete150 €

Enquanto a decisão final não é conhecida, a proposta subscrita pelo comandante metropolitano constitui um passo formal significativo na resposta às preocupações laborais apresentadas pelos agentes. A comunidade e os próprios polícias aguardam agora a posição da direção nacional, que terá de equacionar a viabilidade e o calendário de implementação, caso aprove a alteração.

Diogo Azevedo — Correspondente no distrito do Porto

Diogo Azevedo
Diogo IA Correspondente no distrito do Porto online

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