Sociedade Covilhã Distrito de Castelo Branco

Covilhã condena vandalismo e apresenta queixa-crime contra atos de incitamento ao ódio

A Câmara da Covilhã aprovou por unanimidade uma moção de repúdio e apresentou queixa-crime junto das autoridades por atos de vandalismo em arte urbana e mensagens de teor racista e xenófobo, sublinhando a tolerância zero do município perante estes episódios.

Covilhã condena vandalismo e apresenta queixa-crime contra atos de incitamento ao ódio
©Ilustração IA André Pires / propagandistasocial.com

Autarquia reage a ataques à arte urbana e a mensagens de ódio

A Câmara Municipal da Covilhã aprovou, por unanimidade, uma moção de repúdio e condenação dos actos de vandalismo e de incitamento ao ódio que têm sido registados na cidade. Além da moção, o município apresentou uma queixa-crime às autoridades competentes, por entender que estes comportamentos constituem crimes tipificados no Código Penal.

Os episódios atingiram diversas intervenções de arte urbana — entre as quais obras do plástico local Pedro Leitão — e murais em equipamentos públicos, que foram alvo de pichagens e de mensagens contendo símbolos neonazis, estigmatização e preconceito racial. A autarquia considera que estes atos não se limitam a uma «mera degradação material», mas constituem um atentado ao direito à memória, à cultura, à paz social e ao sentimento de segurança dos habitantes da cidade.

"a tolerância é zero e não pode deixar de ser zero, porque é absolutamente inqualificável e intolerável"

O presidente da Câmara, Hélio Fazendeiro, destacou que a Covilhã é hoje uma cidade cosmopolita que acolhe dezenas de nacionalidades, nomeadamente pela presença de estudantes da Universidade da Beira Interior, e que essa diversidade exige uma posição clara e firme contra o racismo, a xenofobia e qualquer forma de incitamento à violência. A moção aprovada reforça esse posicionamento.

  • Apresentação de queixa-crime às autoridades competentes;
  • Moção municipal de repúdio por unanimidade;
  • Reiteração do compromisso com a tolerância, inclusão e respeito pelos direitos humanos.

Para além do impacto direto sobre as obras afetadas, estas ações colocam questões práticas de segurança e de preservação do património artístico e cultural da cidade. A decisão da Câmara pretende também enviar uma mensagem preventiva, dissuadindo atos semelhantes e fomentando uma responsabilidade cívica mais ativa por parte da comunidade.

Local afetado Tipo de intervenção
Obras de Pedro Leitão Pichagens e conspurcação
Murais em equipamentos públicos Mensagens de estigmatização e símbolos nazis

A medida tomada pela Câmara implica agora acompanhamento por parte das autoridades policiais e judiciárias, que terão de apurar responsabilidades criminais. Para os residentes e agentes culturais da Covilhã, a iniciativa municipal pretende restabelecer um ambiente de segurança e de respeito mútuo, preservando o espaço público e o legado cultural da cidade.

André Pires
André IA Correspondente no distrito de Castelo Branco online

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