A Espanha sagrou-se hoje bicampeã do Mundo ao vencer a Argentina, campeã em título, por 1-0 na final da 23.ª edição do Campeonato do Mundo, disputada em East Rutherford, nos Estados Unidos. O tento decisivo surgiu no prolongamento, aos 106 minutos, e foi marcado pelo suplente Ferran Torres.
Desfecho nos minutos extra
Foi preciso recorrer ao tempo extra para que se resolvesse uma final muito disputada, na qual a Argentina, detentora do troféu, não conseguiu repetir o triunfo de 2022. O único golo da partida — obra do avançado espanhol que entrou do banco — carimbou o título da formação orientada por Luis de la Fuente.
Contexto histórico e ranking
Com este triunfo, a Espanha conquista o seu segundo Mundial, repetindo o feito de 2010, quando venceu os Países Baixos com um golo de Andrés Iniesta no prolongamento. O bicampeonato eleva a Espanha à paridade com o Uruguai e com a França, que também têm dois títulos cada, e posiciona a Roja no quinto lugar do ranking histórico, atrás do Brasil, que lidera com o penta.
- Resultado da final: Espanha 1 – Argentina 0 (prolongamento)
- Golo decisivo: Ferran Torres, aos 106 minutos
- Sede do jogo: East Rutherford, Estados Unidos
Dupla coroa: Mundial e Eurocopa
A conquista do Mundial sucede ao triunfo da selecção espanhola no Campeonato da Europa de 2024, o que significa que a Espanha é agora detentora dos dois maiores troféus do futebol de selecções. A combinação dos dois títulos sublinha o momento de afirmação da selecção espanhola no palcos internacionais.
Para a Argentina, a derrota representa a quarta em finais do Mundial — tal como aconteceu em 1930, 1990 e 2014 — mantendo-se com três títulos conquistados em 1978, 1986 e 2022, o que a coloca no quarto lugar do ranking histórico.
| País | Títulos Mundiais |
|---|---|
| Brasil | 5 |
| Argentina | 3 |
| Espanha | 2 |
| Uruguai | 2 |
| França | 2 |
O triunfo espanhol altera a geografia do palmarés e reforça a reputação de uma geração que, após o sucesso europeu, agora completa a obra com o cetro mundial. As consequências imediatas incluem a consagração de jogadores e equipa técnica e a reinserção da Espanha no rol de selecções dominantes do século XXI.
Em termos desportivos e simbólicos, a conquista do Mundial e da Eurocopa em sequência coloca a Espanha num patamar de excelência rara, cuja projecção se estende ao mercado de selecções, ao prestígio internacional e à valorização dos atletas envolvidos.