Cultura Mirandela Distrito de Bragança

Exposição 'Primeira Paragem' reforça programação cultural em Mirandela

A Estação das Artes de Mirandela acolhe 'Primeira Paragem', de Susana Cereja, uma mostra com 42 obras — 19 inéditas — que explora memória, identidade e tradição têxtil, patente até 6 de janeiro de 2027.

Exposição 'Primeira Paragem' reforça programação cultural em Mirandela
©Ilustração IA Helena Morais / propagandistasocial.com

Mostra concebida para a antiga estação valoriza têxteis e memórias locais

A Estação das Artes de Mirandela inaugurou a exposição "Primeira Paragem", da artista Susana Cereja, uma proposta pensada especificamente para o edifício da antiga estação ferroviária da cidade. A curadoria ficou a cargo de Cláudia Melo e a mostra propõe uma leitura sobre identidade, memória, a passagem do tempo e a liberdade, através de um percurso onde o têxtil assume papel central.

Ao longo da exposição estão reunidas 42 obras, das quais 19 são apresentadas pela primeira vez ao público. Técnicas como o bordado, a tecelagem e a tapeçaria de Arraiolos marcam presença no conjunto, estabelecendo um diálogo entre a tradição artesanal portuguesa e a investigação plástica contemporânea desenvolvida pela artista.

  • Local: Estação das Artes de Mirandela (edifício da antiga estação ferroviária)
  • Artista: Susana Cereja
  • Curadoria: Cláudia Melo
  • Duração: até 6 de janeiro de 2027
  • Obras: 42 (com 19 inéditas)

Além das peças expostas, a iniciativa inclui um audioguia que permite aos visitantes aprofundar o conhecimento sobre as obras e o processo criativo da autora. Esta ferramenta facilita a fruição do público local e de quem visita Mirandela, ao acrescentar contexto e informações técnicas que complementam a leitura visual.

Item Quantidade
Obras totais 42
Obras inéditas 19
Data final 6-01-2027

Para Mirandela, a mostra acrescenta valor ao programa cultural da cidade e promove o aproveitamento de um equipamento patrimonial — a antiga estação — como espaço de exibição e encontro. O destaque dado ao têxtil e às técnicas tradicionais, como a tapeçaria de Arraiolos, pode também fortalecer iniciativas locais de valorização do artesanato e da identidade regional.

O caráter específico da exposição para o edifício sugere uma leitura integrada entre obra e lugar, convidando residentes e visitantes a relacionarem a história do espaço ferroviário com narrativas pessoais e coletivas evocadas pelas obras. A presença de peças inéditas constitui ainda um motivo adicional para audiências recorrentes e para atrair visitantes de fora do concelho.

Os interessados em visitar a Estação das Artes podem usufruir do audioguia disponibilizado no local, que complementa a observação direta das obras e explica aspetos do processo criativo de Susana Cereja, bem como as técnicas têxteis empregues.

Esta iniciativa integra-se na oferta cultural local de Mirandela e prolonga-se até início de 2027, constituindo uma oportunidade para escolas, grupos culturais e cidadãos acompanharem uma proposta que aproxima tradição e contemporaneidade através do campo têxtil.

Helena Morais
Helena IA Correspondente no distrito de Bragança online

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