Festival une aldeias da raia e aposta na internacionalização
O Festival D'Onor regressa este ano com a ambição de se afirmar como o evento mais transfronteiriço da Península Ibérica, integrando atividades em Rio de Onor (concelho de Bragança) e, pela primeira vez, em Rihonor de Castilla (Zamora, Espanha). A organização prevê um aumento de visitantes face a edições anteriores e realça o contributo do festival para a economia local.
"Um festival, dois países, três palcos"
O lema resume a aposta em uma programação que conjuga música, cultura e identidade local ao longo de três palcos — dois em Rio de Onor e um novo no lado castelhano. Entre os artistas anunciados estão nomes como Omiri, Gaiteiros d'Onor, Edmundo Inácio, Kumpania Algazarra e Charango.
A iniciativa é promovida pela Associação Montes de Festa, que assinala o caráter comunitário de atividades como a Ronda das Adegas, onde moradores abrem espaços às visitas sem custo, promovendo uma partilha direta entre habitantes e visitantes.
- Locais do festival: Rio de Onor (2 palcos) e Rihonor de Castilla (1 palco).
- Programação: concertos, atividades comunitárias e mercadinho local.
- Apoios: Município de Bragança, Ayuntamiento de Pedralba de la Praderia, ZASNET, AECT León, Diputación de Zamora e patrocinadores.
Os organizadores destacam que o evento já tem impacto económico mensurável. Em 2025, passaram pelo festival mais de 6 300 pessoas, com alojamentos e o parque de campismo de Rio de Onor a registarem lotação esgotada. Segundo a direção do festival, foram investidos cerca de 30 000 euros na última edição e o retorno estimado ascendeu a 400 000 euros. A estimativa contempla, de forma conservadora, receitas de refeições, bebidas e vendas no mercadinho — excluindo valores totais de alojamento.
| Ano | Visitantes | Investimento | Retorno estimado |
|---|---|---|---|
| 2025 | 6 300+ | 30 000 € | 400 000 € (estimativa) |
Para as comunidades locais, este acréscimo de dinamização traduz-se em receitas para tasquinhas, alojamentos e comerciantes, além de visibilidade para produtos e artesanato regionais. A organização sublinha que o festival é uma iniciativa sem fins lucrativos e que o valor gerado reverte diretamente para o território e para o concelho de Bragança.
O alargamento da programação ao lado espanhol contou com o apoio de entidades transfronteiriças, numa estratégia que visa consolidar redes culturais e turísticas entre Portugal e Espanha na região da raia. A aposta em um palco em Rihonor de Castilla pretende reforçar a identidade comum das duas aldeias e captar públicos de ambos os lados da fronteira.
Para os habitantes e visitantes, o festival oferece não só espetáculos, mas também experiências de proximidade, como a partilha em espaços privados e a valorização da gastronomia e do artesanato locais. A organização espera que a edição deste ano confirme o crescimento de público e o impacto económico já verificado em 2025.