Conselho da Diáspora aprova documento com recomendações para política regional
O Conselho da Diáspora Madeirense, reunido no Funchal a 24 de julho de 2026, divulgou um memorando — designado “Declaração do Funchal 2026” — que propõe uma reformulação da forma como a Região Autónoma da Madeira se relaciona com os seus emigrantes e luso-descendentes. O texto resulta das conclusões do Fórum Madeira Global e sublinha que as comunidades espalhadas pelo mundo são um ativo estratégico para o desenvolvimento regional.
O documento realça transformações externas — geopolíticas, económicas, demográficas e tecnológicas — que, na visão do Conselho, exigem políticas públicas mais integradas, transversais e orientadas para o futuro. Entre as prioridades apontadas está a transmissão da herança cultural e linguística às gerações mais jovens e a promoção de mecanismos de participação das novas gerações da diáspora.
“A diáspora madeirense constitui uma dimensão estruturante da realidade regional e um dos mais relevantes activos estratégicos da Madeira.”
O memorando contextualiza ainda a iniciativa nas comemorações dos 50 anos da Autonomia da Região e dos 10 anos do Fórum Madeira Global, sublinhando que a Autonomia transformou a Madeira e que é agora necessário assegurar que a ligação com as comunidades continue a sustentar o futuro regional.
- Reconhecimento das comunidades como valor estratégico;
- Defesa de uma abordagem política mais coordenada e orientada para o futuro;
- Prioridade na preservação da língua e identidade e na inclusão dos jovens luso-descendentes.
As recomendações do Conselho, que integra representantes das comunidades madeirenses no estrangeiro, apontam para uma ação pública que valorize contributos em áreas como conhecimento, investimento e influência, traduzindo-se em oportunidades de desenvolvimento para a Região. O texto enfatiza que as comunidades são «uma rede global» que reforça a projeção internacional da Madeira.
Para os habitantes do Funchal, a declaração pode ter implicações práticas: esperam-se propostas para reforçar programas culturais, educativas e de cooperação que facilitem contactos entre residentes e emigrantes, e iniciativas que estimulem investimento e circulação de conhecimentos. A meta declarada é transformar a ligação à diáspora em instrumentos tangíveis de desenvolvimento local e regional.
| Evento | Referência |
|---|---|
| Reunião do Conselho da Diáspora | 24 de julho de 2026 |
| Comemorações | 50 anos da Autonomia; 10 anos do Fórum Madeira Global |
O memorando foi divulgado pela Direção Regional das Comunidades e Cooperação Externa e deverá orientar futuros debates entre órgãos regionais e representantes da diáspora sobre medidas concretas a adotar. A implementação das recomendações dependerá agora de decisões políticas e de recursos destinados a materializar as propostas.