Entre 25 e 29 de agosto, Lisboa recebe a 18.ª edição do Fuso – Festival Internacional de Videoarte, que volta a ocupar vários equipamentos culturais da cidade com projecções, conversas e encontros destinados ao público e à comunidade artística. A programação combina obras históricas e contemporâneas selecionadas por uma equipa curatorial internacional, segundo anúncio dos organizadores.
Curadoria internacional e temas centrais
A equipa responsável pela programação integra profissionais de Portugal, França, Suíça e Estados Unidos, nomeadamente Lori Zippay (Electronic Arts Intermix, Nova Iorque), Bruno Z’Graggen (Video Window, Suíça), Pascale Cassagnau (Centro Nacional de Artes Plásticas, França) e os codiretores da Kunsthalle Lissabon, João Mourão e Luís Silva. A organização descreve a edição como focada em questões como o território enquanto espaço de resistência, perspetivas decoloniais, estruturas de poder, identidade e corpo, bem como a imaginação de novas formas de habitar o mundo.
Locais e destaques programáticos
O festival decorrerá em múltiplos espaços lisboetas, com apresentações específicas em cada um:
- Duplacena 77 — abertura e sessão histórica “Geografias da Pertença”, com obras de Antoni Muntadas e Tony Labat que ficarão em exibição durante os cinco dias;
- Museu da Marioneta — programa “Destino Brasil – Entre a realidade e o imaginário”, com obras de Aline Motta, Camila Freitas e Janaina Wagner;
- Museu da Polícia — acolhe o programa “Mundos Partilhados”, curado por Pascale Cassagnau;
- Palácio Sinel de Cordes e MAAT Central — outras iniciativas que integram a programação geral do festival.
"O Fuso tem como propósito promover o encontro entre artistas, curadores e público em torno da criação contemporânea em imagem em movimento."
Entre os nomes anunciados na programação estão ainda Filipa César e Ana Vaz, que integram um panorama que alia obras históricas e novas propostas em vídeo e imagem em movimento. Para além das exibições, a edição prevê conversas e encontros com artistas e curadores, procurando fomentar o diálogo crítico sobre os temas que atravessam a produção artística contemporânea.
Impacto para a cidade
Ao distribuir a programação por vários equipamentos culturais de Lisboa, o Fuso reforça a dinâmica cultural da cidade nos finais de verão, atraindo público local e visitantes especializados. A presença de curadores internacionais e de obras de referência contribui para a visibilidade dos espaços envolvidos e para a circulação de práticas artísticas em imagem em movimento que interrogam questões sociais e políticas relevantes para residentes e profissionais culturais.
| Data | Espaços | Destaques |
|---|---|---|
| 25–29 de agosto | Duplacena 77, Museu da Marioneta, Museu da Polícia, Palácio Sinel de Cordes, MAAT Central | Obras de Antoni Muntadas, Tony Labat, Filipa César, Ana Vaz; programas temáticos e conversas |
Os bilhetes e o programa detalhado serão disponibilizados pela organização junto das equipas curatoriais e dos espaços anfitriões. O festival afirma a intenção de promover o encontro entre diferentes públicos e agentes culturais em torno da videoarte, reforçando o papel de Lisboa como plataforma para práticas artísticas ligadas à imagem em movimento.