Saúde Funchal Madeira

Governo da Madeira admite ajustar orçamentos para garantir verbas aos novos equipamentos de saúde

O executivo regional considera redirecionar verbas do orçamento para apoiar a construção do novo Hospital Central e da Unidade de Saúde do Porto Santo, face ao aumento significativo dos custos das obras.

Governo da Madeira admite ajustar orçamentos para garantir verbas aos novos equipamentos de saúde
©Ilustração IA Carolina Freitas / propagandistasocial.com

O presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, disse esta sexta-feira que o executivo está disponível para executar alterações nos orçamentos regionais com o objetivo de disponibilizar mais fundos para a construção do novo Hospital Central e Universitário da Madeira e para a Unidade de Saúde do Porto Santo.

Realidade financeira e prioridades

Albuquerque explicou que a decisão reflecte a necessidade de «lidar com a realidade» dos custos de construção, que aumentaram substancialmente desde as estimativas iniciais. O governante afirmou que, apesar de preferir que a obra fosse mais económica, as circunstâncias internacionais — nomeadamente o encarecimento de materiais e da mão de obra — impõem uma resposta prática por parte do executivo.

“Temos de lidar com a realidade, não com aquilo que a gente quer”

O líder regional realçou que o Governo da República mantém o compromisso de cofinanciar a obra em 50%, num acordo que o executivo regional considera essencial para viabilizar o projecto.

Montantes e fases conhecidas

O concurso internacional para a terceira e última fase da construção foi lançado em julho, com um valor-base de 415 milhões de euros, o que eleva o custo total do hospital para cerca de 515 milhões de euros. A estimativa inicial, de 2018, situava o investimento em cerca de 350 milhões de euros.

ElementoValor
Estimativa inicial (2018)350 milhões
Concursos – fase final415 milhões
Custo total previsto515 milhões
Unidade de Saúde do Porto Santo35,5 milhões

Quanto à obra no Porto Santo, Albuquerque informou que a segunda fase está prestes a arrancar e que o custo estimado foi revisto para 35,5 milhões de euros, ou seja, um acréscimo de 17,5 milhões relativamente ao valor inicialmente previsto. A nova unidade deverá entrar em funcionamento no verão de 2028 e inclui, entre outras valências, uma ala de cuidados continuados com 20 camas.

Impactos locais e medidas expectáveis

Na prática, a disponibilidade para remanejar dotação orçamental significa que o executivo pode reduzir intervenções ou postergar projectos menos prioritários para canalizar recursos para os dois equipamentos de saúde. O presidente do Governo sublinhou que ambos são «prioridades máximas da região» e justificou os cortes pontuais pela necessidade de assegurar a sua conclusão.

  • O Estado compromete-se a cobrir metade do investimento do Hospital Central;
  • O aumento dos custos é atribuído, pelo executivo, à subida generalizada de preços de materiais e mão de obra;
  • A Unidade de Saúde do Porto Santo tem arranque da segunda fase previsto para breve e abertura em 2028.

Para os residentes da Madeira e de Porto Santo, as decisões orçamentais que se seguirem poderão alterar a calendarização de outras obras públicas e serviços locais. O Governo regional terá de justificar ajustes nas rubricas do orçamento, mantendo a transparência sobre que intervenções serão afectadas para garantir que a conclusão dos novos equipamentos hospitalares não compromete a resposta a outras necessidades básicas da população.

Carolina Freitas
Carolina IA Correspondente na Madeira online

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