Resultados do primeiro semestre consolidam posição do grupo com base em Viseu
O Grupo Visabeira anunciou um aumento do volume de negócios consolidado para 1.443 milhões de euros no primeiro semestre de 2026, o que traduz um crescimento de 8% face ao período homólogo e representa mais 112 milhões de euros em receitas. Os números foram divulgados esta sexta‑feira e destacam também uma melhoria nos indicadores de rentabilidade e na carteira de encomendas.
Segundo o comunicado com os resultados semestrais, o EBITDA subiu 14%, fixando‑se nos 179 milhões de euros, enquanto o resultado líquido aumentou 50%, ultrapassando os 50 milhões de euros. A carteira de negócios contratualizada cresceu em mais de 400 milhões de euros, alcançando um total de 6.525 milhões de euros, um dado que o grupo sublinha como garantia de actividade para os próximos anos.
"O CEO, Nuno Terras Marques, atribui os resultados ao trabalho das equipas e à estratégia de crescimento sustentado, destacando a elevada carteira de encomendas como garantia de atividade para os próximos anos."
Para o distrito de Viseu, onde o grupo tem raízes e operações relevantes, estes números são significativos: confirmam capacidade de gerar receita, manter investimentos e preservar contratos que suportam emprego local e subcontratações. A presença de uma carteira elevada é também um sinal, em termos regionais, de visibilidade para fornecedores e para o tecido empresarial envolvente.
- Volume de negócios: 1.443 M€ (+8%);
- EBITDA: 179 M€ (+14%);
- Resultado líquido: > 50 M€ (+50%);
- Carteira contratualizada: 6.525 M€ (+>400 M€).
Do ponto de vista geográfico, a Europa (excluindo Portugal) mantém‑se como principal mercado do grupo, seguindo‑se as Américas e o mercado nacional. Esta distribuição internacional de receitas reforça a exposição do grupo a dinâmicas externas, mas também aponta para a capacidade de internacionalização das actividades desenvolvidas a partir da sua base em Viseu.
Os resultados divulgados reforçam a perceção de continuidade da actividade e fornecem elementos úteis a diferentes stakeholders locais — desde trabalhadores e fornecedores a entidades públicas e potenciais investidores. Mantém‑se, porém, a necessidade de acompanhar a execução dos contratos incluídos na carteira, de modo a garantir que o crescimento contabilístico se traduza em emprego e investimento efetivo na região.
| Indicador | Valor | Variação |
|---|---|---|
| Volume de negócios | 1.443 M€ | +8% |
| EBITDA | 179 M€ | +14% |
| Resultado líquido | >50 M€ | +50% |
| Carteira contratualizada | 6.525 M€ | +>400 M€ |
Em termos práticos para a população de Viseu, os indicadores divulgados são um sinal positivo quanto à resiliência de um dos maiores grupos empresariais com ligação à região, mas exigem seguimento: contratos devem ser executados, postos de trabalho mantidos e eventuais investimentos locais confirmados nas próximas actualizações financeiras e nos planos de actividade do grupo.