Um homem de 31 anos foi detido no concelho de Castelo Branco e ficou em prisão preventiva depois de investigações policiais que decorrem há aproximadamente dois anos, anunciou a GNR. A ação resultou na apreensão de várias quantidades de estupefacientes e material associado à atividade de tráfico.
Operação e apreensões
Os militares dos Núcleos de Investigação Criminal (NIC) de Castelo Branco e de Idanha-a-Nova deram cumprimento a buscas que culminaram na retirada de substâncias e de material de organização da atividade ilícita. Entre o material apreendido contam-se telemóveis, balanças e numerário, além de quantidades diversas de droga destinadas à venda.
"Os militares apuraram que o suspeito atuava de forma organizada, vendendo cocaína, MDMA, LSD, haxixe e outros produtos estupefacientes, diretamente aos consumidores e fornecendo ainda outros abastecedores, no concelho de Castelo Branco"
Segundo a GNR, parte da atividade era desenvolvida em áreas urbanas densamente povoadas e em locais frequentados por jovens, o que levou os investigadores a intensificar as diligências para desmantelar a rede de distribuição.
- Data da detenção: 8 de julho (conforme nota da GNR);
- Investigação: cerca de dois anos de acompanhamento;
- Decisão judicial: prisão preventiva determinada pelo juiz de instrução criminal do Tribunal Judicial de Castelo Branco.
O arguido foi presente a primeiro interrogatório judicial, onde ficou a aguardar o prosseguimento do processo no estabelecimento prisional local.
Detalhe das apreensões
| Item | Quantidade apreendida |
|---|---|
| Haxixe (doses) | 574 |
| Ecstasy (doses) | 232 |
| Cocaína (doses) | 195 |
| Anfetaminas (doses) | 33 |
| MDMA (doses) | 29 |
| Liamba (doses) | 3 |
| LSD (selos) | 19 |
| Numerário | 247€ |
Para além das substâncias, as buscas efectuadas abrangeram uma habitação e dois veículos. Foram também apreendidas duas balanças digitais de precisão, material para preparação e acondicionamento de droga e dois telemóveis, elementos que a GNR considera indicativos da prática organizada do crime.
O desfecho judicial — prisão preventiva — visa garantir o regular andamento do processo e prevenir a continuação de atividade criminal. A investigação, com duração prolongada, demonstra uma atuação dirigida a desarticular circuitos de fornecimento que afetavam zonas com presença de jovens, sublinhando a prioridade das autoridades em proteger áreas urbanas sensíveis.
Os moradores e agentes locais poderão esperar um acompanhamento das autoridades sobre possíveis repercussões na segurança local e eventuais ações complementares das forças policiais para prevenir a reativação de redes semelhantes.