Um incêndio florestal ocorrido pouco depois do meio‑dia junto à localidade de Deilão, no concelho de Bragança, entrou na tarde do dia 27 de julho em fase de resolução, depois de ter exigido uma forte resposta da Proteção Civil e dos serviços de combate a incêndios.
Ao longo da intervenção estiveram no local cerca de 191 operacionais, apoiados por 60 meios terrestres e por 6 meios aéreos. No ponto mais crítico da operação chegaram a ser contabilizados perto de 200 operacionais e mais de 50 viaturas, segundo dados recolhidos junto das fontes oficiais.
Condições que dificultaram o combate
O comandante sub‑regional das Terras de Trás‑os‑Montes da Proteção Civil, Noel Afonso, identificou o vento e a dificuldade de acessos como as principais dificuldades sentidas na fase inicial do combate. As chamas propagaram‑se em duas frentes numa zona de mato pertencente ao parque natural, colocando em risco fauna e espécies vegetais.
"zona isolada"
Segundo o responsável, a área atingida situa‑se numa zona isolada e, apesar da dimensão do dispositivo de combate, não foram colocadas em risco aldeias ou habitações. No entanto, a protecção dos recursos naturais e dos animais exigiu uma operação prolongada.
- Início do incêndio: pouco depois do meio‑dia.
- Operacionais no local (pico): cerca de 200; à última contagem 191.
- Meios terrestres e aéreos: 60 meios terrestres (incluindo 7 máquinas de rastos) e 6 meios aéreos.
- Atividade atual: presença de equipas a efectuar trabalhos de rescaldo.
As equipas permaneceram durante horas a debelar as duas frentes ativas, privilegiando acessos seguros e zonas de contenção para reduzir a propagação. No período em que o fogo estava mais activo foram mobilizados recursos de várias corporações e entidades, tendo sido determinante a coordenação entre meios terrestres e aéreos.
| Recurso | Quantidade |
|---|---|
| Operacionais | 191 |
| Meios terrestres | 60 |
| Máquinas de rastos | 7 |
| Meios aéreos | 6 |
Apesar do fogo não ter ameaçado aldeamentos, a presença prolongada de equipamentos e a necessidade de manter áreas de contenção podem condicionar temporariamente acessos rurais e caminhos florestais. As equipas de Proteção Civil mantêm‑se no terreno para completar o rescaldo e garantir que não há reacendimentos.
Para os moradores das áreas rurais próximas, as recomendações clássicas mantêm‑se: evitar aproximações a zonas de intervenção, respeitar cortes de estradas ou caminhos determinados pelas autoridades e alertar de imediato para qualquer fumo ou chama visível. A Proteção Civil continuará a acompanhar a situação até considerá‑la inócua e estabilizada.