Fogo em Monchique atinge zona florestal e exige reforço de meios
Um incêndio que começou na madrugada deste sábado em Monchique, no Algarve, está a ser combatido por cerca de 98 operacionais e mobiliza 32 viaturas, segundo dados avançados à Lusa pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC). O sinistro teve o alerta registado às 04:58 e lavra numa área composta por mato e eucaliptos na localidade de Vale de Água, freguesia de Marmelete.
As condições no terreno são difíceis: a orografia e a vegetação condicionam o acesso e o vento forte tem vindo a tornar as operações mais complexas, pelo que estava previsto o acionamento de meios aéreos a partir das 08:30. As autoridades garantem, para já, não existir ameaça direta a habitações.
“Por se tratar de uma zona ‘de difíceis acessos’ e o vento forte estar ‘a complicar as operações de combate’ [...] neste momento as chamas não ameaçam quaisquer habitações.”
Recursos e prioridades de intervenção
Face às características do terreno — dominado por eucaliptos e mato — as equipas no local têm vindo a priorizar a proteção de vias de comunicação e a contenção da frente de fogo. A ANEPC coordena as respostas e prevê o emprego de meios aéreos assim que as condições mínimas de segurança e operacionalidade o permitirem.
- Local: Vale de Água, freguesia de Marmelete, concelho de Monchique
- Vegetação envolvida: mato e eucaliptos
- Principais desafios: acessos difíceis e vento forte
O concelho de Monchique apresentava hoje risco de incêndio classificado como perigo máximo pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), um factor que intensifica a necessidade de vigilância e de resposta rápida das equipas no terreno.
| Elemento | Valor |
|---|---|
| Operacionais no local | 98 |
| Viaturas | 32 |
| Alerta | 04:58 |
| Meios aéreos previstos | 08:30 |
As autoridades recomendam o reforço das precauções na região e apelam à população para evitar deslocações desnecessárias nas áreas próximas do incêndio. A evolução do fogo e a eventual necessidade de medidas adicionais de proteção serão comunicadas pelas entidades competentes à medida que se obtenham mais informações no terreno.
Continuam a operar equipas de intervenção terrestre enquanto se aguarda a ativação e o contributo dos meios aéreos, cuja utilização poderá ser determinante para a contenção rápida das chamas dada a natureza da vegetação e as condições meteorológicas adversas.