Fogo em Rochoso continua ativo e exige reforço humano e aéreo
O incêndio que teve início na segunda-feira em Rochoso, no distrito da Guarda, permanecia esta manhã a lavrar em duas frentes, em sectores de difícil acesso, mobilizando um dispositivo significativo de combate. Pelas 09h00 estava no terreno um total de 313 operacionais, apoiados por 89 viaturas e 6 meios aéreos, segundo o ponto de situação divulgado pelas autoridades.
As duas frentes activas apresentam diferente extensão: uma com cerca de 1 quilómetro e outra com aproximadamente 2 quilómetros. A orografia acentuada e os pontos de acesso limitados são factores que têm condicionado a progressão das equipas e a eficácia das operações de combate.
- Operacionais no terreno: 313
- Viaturas terrestres: 89
- Meios aéreos: 6
- Frentes activas: duas (1 km e 2 km)
No balanço anterior, feito às 23h30 da segunda-feira, tinha sido reportado que cinco elementos da Proteção Civil sofreram ferimentos de carácter leve durante as operações de combate. As autoridades mantêm o alerta para necessidade de cuidados com a segurança das equipas no terreno e para eventuais avisos à população caso haja alterações nas condições meteorológicas que favoreçam a propagação.
| Hora do ponto | Operacionais | Viaturas | Meios aéreos |
|---|---|---|---|
| 09h00 | 313 | 89 | 6 |
Para além da operação em Rochoso, outros incêndios que deflagraram na segunda-feira noutras regiões já evoluíram para fase de resolução, nomeadamente em Penafiel (Porto) e em Barros, no concelho de Vila Verde (Braga). No entanto, o foco local permanece no teatro de operações na Guarda, onde as frentes ainda não estão totalmente dominadas.
O impacto imediato para os habitantes residentes nas áreas próximas prende-se com a possibilidade de restrições de circulação em estradas adjacentes às zonas de intervenção e com a necessidade de seguirem orientações das autoridades caso surjam evacuações pontuais ou avisos de proteção civil. As equipas de resposta apelam igualmente à colaboração da população para evitar comportamentos de risco que possam comprometer a segurança e o trabalho dos operacionais.
As circunstâncias que dificultam a resolução incluem não só a acentuada declividade como também zonas onde o acesso de veículos e equipamentos é limitado, obrigando a intervenção por meios aéreos e a coordenação de equipas especializadas. As autoridades continuam a acompanhar a evolução do fogo e a actualizar os pontos de situação conforme se alinham os trabalhos de confinamento das frentes.
Para informação prática: a população deve manter-se atenta às comunicações oficiais da Proteção Civil e das corporações de bombeiros locais, evitar deslocações desnecessárias na área afectada e respeitar eventuais cordões sanitários ou ordens de evacuação que venham a ser emitidas.