Um incêndio ocorrido na madrugada na Rua Possidónio da Silva, junto ao Cemitério dos Prazeres, em Lisboa, provocou pelo menos cinco feridos e obrigou à retirada dos moradores dos pisos superiores do edifício. As autoridades tratam o local como um possível cenário de crime, face às dúvidas sobre a origem das chamas.
O que se sabe
O fogo terá começado no rés‑do‑chão do edifício, onde funciona a associação Remar, que presta apoio a pessoas em situação de vulnerabilidade. Na altura do incêndio, cerca de 20 pessoas pernoitavam naquele espaço.
- Cerca de 20 pessoas dormiam no local quando o incêndio deflagrou.
- Pelo menos cinco feridos foram transportados para diferentes hospitais.
- A origem do fogo ainda não está esclarecida; existem suspeitas relacionadas com uma carrinha no exterior.
- A Polícia Judiciária foi chamada para realizar as diligências investigatórias.
Feridos e hospitais
Dos cinco feridos, dois sofreram por inalação de fumos e outro teve um corte na mão; todos foram encaminhados para o Hospital de São José. Um dos lesionados saltou do segundo andar e foi transportado para o Hospital de São Francisco Xavier. De acordo com relatos, outro morador terá saltado do primeiro andar para fugir às chamas; esse caso também está relacionado com inalação de fumos.
| Tipo de ferido | Hospital |
|---|---|
| Salto do segundo andar | Hospital de São Francisco Xavier |
| Inalação de fumos (2 casos) e corte na mão | Hospital de São José |
| Bombeiro ferido (mordido por um gato) | Hospital de São José |
Relatos dos moradores e investigação
Testemunhas disseram ter ouvido várias explosões pela madrugada; uma moradora descreveu o som como semelhante ao de uma bomba. A intensidade do incêndio fez com que o fumo se propagasse aos pisos superiores, forçando a evacuação dos residentes. A Polícia Judiciária foi chamada ao local para esclarecer as circunstâncias do sinistro.
“Parecia uma bomba”, descreve uma moradora.
Foi ainda relatado um episódio inusitado: um bombeiro sofreu uma mordedura de um gato que vivia numa das habitações e teve de receber assistência hospitalar. A meio da manhã já tinha sido permitido a alguns moradores o regresso às habitações dos pisos superiores, segundo a informação disponível.
Impacto local
O incêndio mobiliza equipas de socorro e de investigação e tem consequências imediatas para as pessoas apoiadas pela associação local e para os moradores do prédio. A presença de uma instituição que acolhe pessoas vulneráveis agrava o efeito social do sinistro, dado o risco de perda temporária de abrigo e de apoio para quem já se encontrava em situação fragilizada.
As autoridades competentes prosseguem as diligências para determinar a origem do fogo e avaliar os danos, enquanto as entidades de proteção civil e a própria associação terão de articular soluções para alojamento e apoio aos afetados nos próximos dias.