A Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN) anunciou a nomeação de Joaquim Barbosa como novo presidente da direção, numa mudança que promete reforçar a aposta na ampliação do contributo das renováveis para a economia e para a independência energética do país. A associação sublinha que o objetivo é apoiar a transição energética em Portugal e remover barreiras ao desenvolvimento das tecnologias limpas.
Barbosa, cuja experiência profissional na área da energia ultrapassa as 25 anos, assume o cargo com o propósito de potenciar o papel das renováveis na proteção ambiental e no crescimento económico. A APREN refere que o novo líder dedicou «mais de uma década e meia» ao sector das energias renováveis e ocupou cargos de responsabilidade em várias empresas internacionais e nacionais do ramo energético.
«assumir a presidência com "enorme honra e sentido de responsabilidade"»
Entre os pontos que a associação destaca como prioritários estão a identificação e a superação dos principais obstáculos ao desenvolvimento de projetos renováveis e a criação de condições que aumentem o contributo destas tecnologias para a economia portuguesa. A estratégia apontada implica maior coordenação entre setor privado, reguladores e políticas públicas orientadas para a velocidade de integração das fontes renováveis no sistema energético.
Percurso e competências
A APREN descreve o percurso de Joaquim Barbosa como marcado por funções em empresas com presença internacional, onde esteve envolvido na gestão de projetos de energias renováveis e de hidrogénio verde. Entre os cargos referidos destacam-se funções na bp (como diretor de Novos Mercados e Portefólio no Reino Unido), na EDP Renováveis, na Ocean Winds France, na Sempra e no Banco de Investimento Global.
| Função | Organização |
|---|---|
| Diretor de Novos Mercados e Portefólio | bp (Reino Unido) |
| Funções de direção | EDP Renováveis; Ocean Winds France; Sempra; Banco de Investimento Global |
Quanto à formação académica, a associação indica que Barbosa é licenciado em Economia pela Nova SBE, detém um MBA pela IE Business School e uma certificação em Economics of the Clean Energy Transition pela Stanford University.
Desafios e consequências
- Remover entraves regulatórios e administrativos que atrasam projetos renováveis;
- Aumentar a contribuição das energias renováveis para a segurança energética e para a economia nacional;
- Fomentar investimentos, incluindo em tecnologias emergentes como o hidrogénio verde.
A liderança de Barbosa na APREN surge num momento em que Portugal procura consolidar metas de descarbonização e captar investimento para acelerar a transformação do parque energético. A eficácia das prioridades anunciadas dependerá da articulação entre a associação, empresas do setor e entidades públicas responsáveis pela política energética e pelos processos de licenciamento.
Com a nova direção, a APREN pretende intensificar o diálogo e as iniciativas que facilitem o aumento da capacidade instalada de renováveis e a integração de soluções que contribuam para a transição para um sistema energético mais sustentável e resiliente.