Johansen impõe-se no 'crono' e altera dinâmica da Volta
O ciclista dinamarquês Julius Johansen (UAE) confirmou a sua condição de especialista em esforço individual ao vencer o contrarrelógio que ligou Anadia a Águeda, prova com 17,4 quilómetros que marcou a penúltima parte competitiva antes do descanso na 87.ª Volta a Portugal. Aos 26 anos, Johansen somou assim mais uma vitória nesta Volta, impondo‑se num percurso que favoreceu os cronometristas.
A corrida de hoje ficou também marcada por quedas na zona de empedrado nas fases finais do percurso, factor que condicionou alguns tempos e obrigou a cautela por parte dos corredores. Entre os melhor colocados na classificação individual do dia destacou‑se o português Tiago Antunes (Efapel), que assinou o segundo melhor tempo, ficando a 30 segundos do vencedor e recuperando cinco lugares na geral.
Na luta pela classificação geral, Alexis Guérin (Anicolor) manteve a camisola amarela. Guérin continua a liderar a classificação por uma margem de 1.12 face a Arthem Nych e de 1.52 relativamente a Tiago Antunes.
- Vencedor do contrarrelógio: Julius Johansen (UAE), especialista na disciplina.
- Segundo classificado no 'crono': Tiago Antunes (Efapel), +30" face a Johansen.
- Camisa amarela: Alexis Guérin (Anicolor), liderança confirmada na geral.
O contrarrelógio entre Anadia e Águeda era apontado como uma etapa favorável a especialistas, sendo por isso determinante para reordenar estratégias das equipas que ambicionam a vitória final. As ocorrências em pavimento empedrado tornaram a etapa ainda mais exigente e obrigaram a um final tenso entre os últimos cronometristas, normalmente decisivos em provas por etapas.
| Posição | Ciclista / Equipa | Diferença na geral |
|---|---|---|
| 1 | Alexis Guérin (Anicolor) | — |
| 2 | Arthem Nych | +1.12 |
| 3 | Tiago Antunes (Efapel) | +1.52 |
Com o fim desta tirada, a prova entra no único dia de descanso, momento destinado à recuperação física e à análise táctica das equipas. A prova retoma com uma etapa que liga Santa Maria da Feira à Régua, muito do seu traçado a percorrer a Estrada Nacional 222, com paisagens sobre o rio Douro e que poderá voltar a ser palco de movimentações na geral.
Depois da subida à Torre e da exibição de força no contrarrelógio, as próximas etapas prometem colocar novas exigências aos favoritos, sobretudo em termos de coordenação de equipa e de gestão de esforços, numa Volta a Portugal que se encaminha para decisões emocionantes nas chegadas em Porto.