Autarquia e Ordem dos Farmacêuticos fecham protocolo para responder a falhas em crise
O município de Leiria e a Ordem dos Farmacêuticos preveem assinar, em outubro, um protocolo para instalar na cidade a primeira Rede de Farmácias de Referência destinada a situações de emergência e catástrofe. O projeto-piloto surge na sequência dos danos e constrangimentos provocados pela depressão Kristin, que a 28 de janeiro afetou o concelho e evidenciou fragilidades no acesso a medicamentos e serviços farmacêuticos.
A vereadora responsável pela saúde no município, Ana Valentim, adiantou a informação à agência Lusa, sublinhando que a formalização do acordo com a Ordem dos Farmacêuticos está já agendada para o décimo mês do ano. A iniciativa prevê também o acompanhamento do Infarmed — Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde.
Durante a tempestade, uma das farmácias sofreu danos estruturais e outras ficaram sem eletricidade e comunicações, situações que comprometeram o abastecimento e o aconselhamento farmacêutico num momento crítico. A Câmara Municipal aponta como objetivo central aumentar a capacidade de resposta do território, evitando que a ação das farmácias dependa de respostas pontuais e descoordenadas.
- Objetivo: assegurar continuidade do fornecimento de medicamentos e aconselhamento farmacêutico em cenários adversos.
- Entidades envolvidas: Câmara Municipal de Leiria, Ordem dos Farmacêuticos, Infarmed.
- Prazos: protocolo previsto para assinatura em outubro; projeto-piloto a entrar em execução posteriormente.
A proposta de formalizar uma rede enquadrada nos mecanismos municipais de Proteção Civil responde a preocupações claras: reduzir a dependência de iniciativas isoladas, manter o fluxo logístico de fármacos e assegurar que a população não fique privada de medicamentos essenciais ou de orientação profissional quando os recursos são escassos.
Na prática, a organização da rede deverá contemplar critérios de referência para a seleção de farmácias, protocolos de comunicação com a Proteção Civil, planos de contingência para manutenção de stocks e alternativas de energia e comunicações, bem como mecanismos de coordenação com entidades regionais e nacionais de saúde. Estes pormenores serão desenvolvidos no âmbito do protocolo e do acompanhamento técnico do Infarmed e da Ordem dos Farmacêuticos.
Para os residentes do concelho, a iniciativa promete uma mais-valia tangível: maior segurança no acesso a medicamentos durante tempestades, sismos ou outras emergências, e uma resposta farmacêutica mais organizada e previsível. A formalização em outubro será um passo decisivo para operacionalizar medidas que visem mitigar interrupções no serviço farmacêutico em momentos críticos.
| Entidade | Função no projeto |
|---|---|
| Município de Leiria | Promotor local e coordenador com Proteção Civil |
| Ordem dos Farmacêuticos | Parceiro técnico e organizacional |
| Infarmed | Acompanhamento técnico e regulatório |