Dois novos elevadores melhoram a mobilidade na rede do Metro
O Metropolitano de Lisboa colocou em funcionamento, nesta segunda-feira, novos elevadores nas estações do Martim Moniz e do Intendente, ambas na Linha Verde. As intervenções asseguram agora percursos totalmente acessíveis entre a rua, os átrios das estações e os cais de embarque, aumentando a acessibilidade global da rede.
Com estas instalações, passam a ser 47 as estações com manutenção de acessos adaptados, num total de 56 estações na rede do metropolitano, ou seja, uma taxa de acessibilidade de 84%. O projeto de modernização, iniciado em 2018, inclui a colocação de elevadores e de escadas rolantes, bem como ações de manutenção que contribuíram para aumentar a taxa de funcionamento destes equipamentos.
"Com a entrada em funcionamento destes novos equipamentos, a rede de metropolitano da capital passa a ter 84% das suas estações acessíveis."
O reforço da acessibilidade traduz-se em benefícios imediatos para várias categorias de utilizadores: pessoas com mobilidade reduzida, utentes de cadeiras de rodas, idosos, famílias com carrinhos de bebé e passageiros a transportar bagagens pesadas. Além da maior autonomia, estas melhorias reduzem barreiras que, até agora, condicionavam a escolha do Metro como meio de transporte por parte destes grupos.
As obras fazem parte de um plano de modernização que tem vindo a ser implementado progressivamente desde 2018. Em paralelo à instalação dos elevadores, as equipas de manutenção têm trabalhado para aumentar a disponibilidade operacional dos equipamentos, com ganhos apontados de funcionamento resultantes das intervenções técnicas.
Para os residentes e visitantes de Lisboa, a alteração operacional significa sobretudo percursos mais diretos e menos trocas de nível, que antes exigiam elevadores provisórios, rampas longas ou a utilização de outras estações alternativas. A melhoria também poderá ter impacto nas rotas de mobilidade partilhada e no tempo de deslocação, em especial para quem cruza a cidade entre bairros servidos pela Linha Verde.
O avanço para 84% de estações acessíveis é um marco, mas não encerra o dossier: continuam por adaptar 9 estações da rede. A calendarização de intervenções futuras e o montante financeiro destinado a completar a acessibilidade não são referidos no comunicado resumido da operação, pelo que os prazos para a total cobertura permanecem por confirmar.
Lista de impactos diretos para os utentes:
- Percursos completamente acessíveis entre rua, átrio e cais nas estações Martim Moniz e Intendente;
- Redução de deslocações suplementares para aceder ao Metro por motivos de acessibilidade;
- Aumento da autonomia para utentes com mobilidade reduzida e famílias com carrinhos de bebé;
- Melhoria da fiabilidade dos equipamentos por via de ações de manutenção.
Abaixo, um quadro sumariza a situação atual da acessibilidade na rede do Metropolitano de Lisboa:
| Indicador | Valor |
|---|---|
| Estações acessíveis | 47 |
| Total de estações | 56 |
| Percentagem de acessibilidade | 84% |
Os responsáveis pelo Metro afirmam que a política de modernização prossegue, com o objetivo de aumentar a cobertura de acessos adaptados na rede. Para os lisboetas, a sucessão de intervenções traduz-se em mais opções de mobilidade e na diminuição de barreiras que, durante décadas, condicionaram a utilização plena dos transportes públicos.
Continuam, no entanto, questões práticas a acompanhar: os prazos para a adaptação das restantes estações, o calendário de manutenção preventiva para garantir a disponibilidade dos elevadores e o impacto das obras nas rotinas de circulação local. A monitorização desses fatores será determinante para que o ganho de acessibilidade se mantenha de forma sustentável.