A Câmara Municipal de Lisboa aprovou um protocolo de apoio financeiro que atribui um total de 180 000 euros a quatro corporações de bombeiros voluntários para garantir a rega de árvores de caldeira plantadas em locais sem sistema de rega. O acordo tem efeitos retroativos a maio e vigorará até outubro deste ano, sendo que cada associação receberá 45 000 euros.
Na proposta aprovada, a vereadora da Estrutura Verde justificou a medida com a necessidade de assegurar a hidratação das árvores na estação quente, de modo a reduzir insucessos e perdas e a permitir o desenvolvimento normal das espécies plantadas. A Câmara refere que, nos últimos cinco anos, foram plantadas 2 695 árvores de caldeira em locais sem rede de rega, o que torna indispensável a intervenção humana durante os meses de maior calor.
"A plantação de 2695 árvores de caldeira, efetuada nos últimos cinco anos, em locais sem sistema de rega, obriga a que seja assegurada a sua hidratação na estação quente, por forma a minimizar eventuais insucessos, evitando perdas ou colocando em causa o seu normal desenvolvimento, impedindo de alcançar-se o propósito da plantação destas árvores"
Quem vai executar e por quanto tempo
Das seis corporações humanitárias de bombeiros voluntários do município, quatro aceitaram assegurar a rega semanal prevista no protocolo: Beato e Penha de França, Campo de Ourique, Lisboa e Lisbonenses. As duas restantes — Ajuda e Cabo Ruivo — não se disponibilizaram por não terem capacidade operacional para o efeito.
- Período de intervenção: maio a outubro (efeitos retroativos a maio).
- Frequência: rega semanal, garantida pelos meios das corporações envolvidas.
- Corporações envolvidas: quatro associações voluntárias (cada uma recebe 45 000 euros).
Para os lisboetas, a medida tem um duplo interesse: por um lado, protege as novas árvores cuja sobrevivência pode estar comprometida sem irrigação; por outro, faz recurso a estruturas voluntárias já presentes na cidade para tarefas de manutenção do espaço público. A opção por recorrer a corporações de bombeiros voluntários traduz-se numa solução operacional rápida, mas também levanta questões sobre planeamento prévio das plantações e a ausência de sistemas de rega em locais recentemente arborizados.
| Elemento | Dado |
|---|---|
| Verba total | 180 000 € |
| Verba por corporação | 45 000 € |
| Número de árvores em locais sem rega | 2 695 |
| Período | Maio a outubro |
Do ponto de vista prático, os moradores podem esperar que as árvores plantadas em suas ruas recebam rega regular durante o período referido. Resta saber se, a médio prazo, a Câmara integrará a instalação de redes de rega nas intervenções de arborização, de modo a evitar a repetição de contratos pontuais. A participação das corporações voluntárias coloca também a questão da coordenação entre serviços municipais e associações locais, bem como da transparência na aplicação dos fundos.
O protocolo foi aprovado na reunião do Executivo municipal e surge como resposta imediata à necessidade de preservar as plantações recentes. A ação irá decorrer durante os meses de maior stress hídrico, com o objetivo declarado de minimizar falhas e garantir que as árvores atinjam o seu papel no espaço urbano.