Luís Figo, antigo capitão da seleção portuguesa e figura reconhecida no futebol internacional, pediu hoje a demissão do presidente da FIFA, Gianni Infantino, afirmando que o dirigente "desonrou o cargo que prometeu elevar". A tomada de posição surge na sequência da forte polémica em torno de uma tentativa por parte da FIFA de alienar parte dos direitos comerciais do Mundial a privados, projeto que suscitou indignação pública e recuos por parte do organismo.
Um apelo direto e sem meias palavras
Na publicação feita na rede social X, Figo alargou a sua crítica, dizendo que se junta a outros elementos do futebol que já exigem a saída do presidente. O agora comentador destacou que, na sua opinião, Infantino "mentiu, enganou e tentou enriquecer às custas do jogo que deveria servir" e que perdeu apoio dentro da própria estrutura da FIFA e entre atores relevantes do futebol mundial.
"Hoje, junto-me a outros de todo o nosso jogo e peço que Gianni Infantino renuncie ao cargo de presidente da FIFA"
O ex-jogador recordou ainda que, segundo vários intervenientes, o comportamento de Infantino terá sido danoso para a reputação do futebol. Figo citou críticas vindas de figuras do jogo e lembrou comentários muito duros, como os do presidente da federação da Jordânia, que qualificou o comportamento do líder da FIFA como "mafioso".
Contexto da polémica
A contestação que rodeia Infantino intensificou-se depois de terem sido tornados públicos detalhes sobre a tentativa de negociar parte dos direitos comerciais do Mundial com entidades privadas — uma iniciativa que, face à reação pública e institucional, acabou por ser colocada em segundo plano. Para Figo, este episódio não é apenas um erro de gestão, mas "abusos" que comprometem a reputação do futebol.
- Luís Figo: apela à renúncia imediata de Infantino.
- Gianni Infantino: alvo de acusações de mentir e procurar enriquecimento pessoal.
- Polémica central: tentativa de venda de direitos do Mundial a privados e consequente recuo.
Figo, que teve no passado uma intenção de se candidatar à presidência da FIFA (processo em 2015 que acabou por não se concretizar como candidatura final), referiu-se ainda à dimensão moral do conflito: "É tarde demais para salvar sua dignidade, mas não é tarde demais para salvar o futebol. Ele deve ir embora. Agora." Estas palavras reforçam o tom urgente e crítico do seu apelo.
| Intervenientes | Posição/declaração |
|---|---|
| Luís Figo | Exige a renúncia de Gianni Infantino, acusa-o de desonrar o cargo e procurar enriquecimento pessoal. |
| Gianni Infantino / FIFA | No centro da polémica por tentativa de vender direitos comerciais do Mundial a privados; recuou face à indignação. |
| Outros críticos | Figuras como o presidente da federação da Jordânia qualificaram atitudes de Infantino com termos como "mafioso". |
A declaração de Figo acrescenta pressão pública e mediática sobre a liderança da FIFA num momento delicado para o organismo que regula o futebol mundial. Resta saber se este apelo de uma voz com grande projeção pública e credibilidade no futebol contribuirá para ampliar as vozes que pedem mudanças na direção da entidade, ou se se integrará apenas na lista de críticas já conhecidas nos últimos dias.