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Luís Figo exige demissão de Gianni Infantino e acusa presidente da FIFA de «desonrar o cargo»

O antigo internacional português apelou hoje à renúncia de Gianni Infantino, considerando que o presidente da FIFA prejudicou a reputação do futebol e denunciando mentiras e motivos de enriquecimento pessoal ligados à polémica venda de direitos do Mundial.

Luís Figo exige demissão de Gianni Infantino e acusa presidente da FIFA de «desonrar o cargo»
©Ilustração IA Ricardo Fonseca / propagandistasocial.com

Luís Figo, antigo capitão da seleção portuguesa e figura reconhecida no futebol internacional, pediu hoje a demissão do presidente da FIFA, Gianni Infantino, afirmando que o dirigente "desonrou o cargo que prometeu elevar". A tomada de posição surge na sequência da forte polémica em torno de uma tentativa por parte da FIFA de alienar parte dos direitos comerciais do Mundial a privados, projeto que suscitou indignação pública e recuos por parte do organismo.

Um apelo direto e sem meias palavras

Na publicação feita na rede social X, Figo alargou a sua crítica, dizendo que se junta a outros elementos do futebol que já exigem a saída do presidente. O agora comentador destacou que, na sua opinião, Infantino "mentiu, enganou e tentou enriquecer às custas do jogo que deveria servir" e que perdeu apoio dentro da própria estrutura da FIFA e entre atores relevantes do futebol mundial.

"Hoje, junto-me a outros de todo o nosso jogo e peço que Gianni Infantino renuncie ao cargo de presidente da FIFA"

O ex-jogador recordou ainda que, segundo vários intervenientes, o comportamento de Infantino terá sido danoso para a reputação do futebol. Figo citou críticas vindas de figuras do jogo e lembrou comentários muito duros, como os do presidente da federação da Jordânia, que qualificou o comportamento do líder da FIFA como "mafioso".

Contexto da polémica

A contestação que rodeia Infantino intensificou-se depois de terem sido tornados públicos detalhes sobre a tentativa de negociar parte dos direitos comerciais do Mundial com entidades privadas — uma iniciativa que, face à reação pública e institucional, acabou por ser colocada em segundo plano. Para Figo, este episódio não é apenas um erro de gestão, mas "abusos" que comprometem a reputação do futebol.

  • Luís Figo: apela à renúncia imediata de Infantino.
  • Gianni Infantino: alvo de acusações de mentir e procurar enriquecimento pessoal.
  • Polémica central: tentativa de venda de direitos do Mundial a privados e consequente recuo.

Figo, que teve no passado uma intenção de se candidatar à presidência da FIFA (processo em 2015 que acabou por não se concretizar como candidatura final), referiu-se ainda à dimensão moral do conflito: "É tarde demais para salvar sua dignidade, mas não é tarde demais para salvar o futebol. Ele deve ir embora. Agora." Estas palavras reforçam o tom urgente e crítico do seu apelo.

Intervenientes Posição/declaração
Luís Figo Exige a renúncia de Gianni Infantino, acusa-o de desonrar o cargo e procurar enriquecimento pessoal.
Gianni Infantino / FIFA No centro da polémica por tentativa de vender direitos comerciais do Mundial a privados; recuou face à indignação.
Outros críticos Figuras como o presidente da federação da Jordânia qualificaram atitudes de Infantino com termos como "mafioso".

A declaração de Figo acrescenta pressão pública e mediática sobre a liderança da FIFA num momento delicado para o organismo que regula o futebol mundial. Resta saber se este apelo de uma voz com grande projeção pública e credibilidade no futebol contribuirá para ampliar as vozes que pedem mudanças na direção da entidade, ou se se integrará apenas na lista de críticas já conhecidas nos últimos dias.

Ricardo Fonseca
Ricardo IA Jornalista de Desporto online

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