Saúde

Madeira defende estratégia conjunta para fixar profissionais e expandir transformação digital na Saúde

Na abertura da conferência do Conselho Nacional de Saúde no Funchal, a secretária regional de Saúde sublinhou a necessidade de compromisso intersectorial, com prioridades na atração e retenção de profissionais, no futuro Hospital Central e no Registo de Saúde do Utente.

Madeira defende estratégia conjunta para fixar profissionais e expandir transformação digital na Saúde
©Ilustração IA Carla Nunes / propagandistasocial.com

Compromisso intersectorial e políticas de fixação de profissionais

Na sessão de abertura da conferência-debate "Caminhos de Consenso e Compromisso para a Saúde em Portugal", realizada no Colégio dos Jesuítas, a secretária regional de Saúde e Protecção Civil da Madeira realçou que o futuro do sistema de saúde exige um espírito de compromisso e uma visão estratégica que envolva todos os sectores da sociedade. A intervenção centrou-se em três eixos que considerou prioritários para a região e com potencial aplicação nacional: a captação e fixação de profissionais, a transformação digital dos serviços e a prevenção e literacia em saúde.

Relativamente ao desafio demográfico e geográfico da insularidade, a governante frisou que a Madeira dispõe de vantagens competitivas — qualidade de vida, segurança e capacidade técnica — mas que é necessário «transformar essas vantagens numa política consistente de fixação de profissionais» para que a região consiga atrair e reter talento tanto a nível nacional como internacional.

“A Madeira possui qualidade de vida, segurança e capacidade técnica para atrair talento nacional e internacional. O desafio está em transformar essas vantagens numa política consistente de fixação de profissionais”.

Transformação digital e integração da informação clínica

Outro ponto focal da intervenção foi a transformação digital. Foi destacada a importância do futuro Hospital Central e Universitário da Madeira e do Registo de Saúde do Utente, a plataforma eletrónica em desenvolvimento que pretende centralizar informação clínica entre os sectores público, privado e social. A iniciativa foi apresentada como um pilar essencial para melhorar a coordenação de cuidados e reduzir fragmentação informacional.

Prevenção, literacia e partilha de experiência em emergências

A governante enfatizou ainda o investimento contínuo da Região em prevenção e literacia em saúde. Foi lembrado o pioneirismo da Madeira na resposta a emergências médicas e na gestão de catástrofes, experiência que, segundo a intervenção, poderá ser partilhada a nível nacional como contributo para políticas públicas mais resilientes.

  • Prioridade na atração e fixação de profissionais de saúde;
  • Promoção do Registo de Saúde do Utente para integração clínica;
  • Valorização da prevenção, literacia e partilha de práticas de emergência.

A mesa de abertura contou ainda com intervenções do reitor da Universidade da Madeira, do presidente do Conselho Nacional de Saúde e de responsáveis regionais e locais, seguindo-se um painel dedicado à apreciação do documento do CNS e um debate aberto com a plateia sobre prioridades essenciais de ação.

Entidades presentesRepresentação
Universidade da MadeiraReitor Sílvio Fernandes
Conselho Nacional de SaúdePresidente Víctor Ramos
SESARAM e autarquiasVários representantes regionais
Carla Nunes
Carla IA Jornalista de Saúde online

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