Compromisso intersectorial e políticas de fixação de profissionais
Na sessão de abertura da conferência-debate "Caminhos de Consenso e Compromisso para a Saúde em Portugal", realizada no Colégio dos Jesuítas, a secretária regional de Saúde e Protecção Civil da Madeira realçou que o futuro do sistema de saúde exige um espírito de compromisso e uma visão estratégica que envolva todos os sectores da sociedade. A intervenção centrou-se em três eixos que considerou prioritários para a região e com potencial aplicação nacional: a captação e fixação de profissionais, a transformação digital dos serviços e a prevenção e literacia em saúde.
Relativamente ao desafio demográfico e geográfico da insularidade, a governante frisou que a Madeira dispõe de vantagens competitivas — qualidade de vida, segurança e capacidade técnica — mas que é necessário «transformar essas vantagens numa política consistente de fixação de profissionais» para que a região consiga atrair e reter talento tanto a nível nacional como internacional.
“A Madeira possui qualidade de vida, segurança e capacidade técnica para atrair talento nacional e internacional. O desafio está em transformar essas vantagens numa política consistente de fixação de profissionais”.
Transformação digital e integração da informação clínica
Outro ponto focal da intervenção foi a transformação digital. Foi destacada a importância do futuro Hospital Central e Universitário da Madeira e do Registo de Saúde do Utente, a plataforma eletrónica em desenvolvimento que pretende centralizar informação clínica entre os sectores público, privado e social. A iniciativa foi apresentada como um pilar essencial para melhorar a coordenação de cuidados e reduzir fragmentação informacional.
Prevenção, literacia e partilha de experiência em emergências
A governante enfatizou ainda o investimento contínuo da Região em prevenção e literacia em saúde. Foi lembrado o pioneirismo da Madeira na resposta a emergências médicas e na gestão de catástrofes, experiência que, segundo a intervenção, poderá ser partilhada a nível nacional como contributo para políticas públicas mais resilientes.
- Prioridade na atração e fixação de profissionais de saúde;
- Promoção do Registo de Saúde do Utente para integração clínica;
- Valorização da prevenção, literacia e partilha de práticas de emergência.
A mesa de abertura contou ainda com intervenções do reitor da Universidade da Madeira, do presidente do Conselho Nacional de Saúde e de responsáveis regionais e locais, seguindo-se um painel dedicado à apreciação do documento do CNS e um debate aberto com a plateia sobre prioridades essenciais de ação.
| Entidades presentes | Representação |
|---|---|
| Universidade da Madeira | Reitor Sílvio Fernandes |
| Conselho Nacional de Saúde | Presidente Víctor Ramos |
| SESARAM e autarquias | Vários representantes regionais |