Herança industrial e memória coletiva
Na tarde de 27 de julho de 1990 ficou assinalado um ponto final na produção mundial do Citroën 2CV quando o último exemplar saiu da linha no Centro de Produção de Mangualde. Para o concelho, o episódio marcou o encerramento de um ciclo industrial que deixou marcas profundas no tecido económico e social local.
Ao longo das décadas em que a unidade funcionou, a fábrica produziu um número significativo de veículos. Os registos indicam que, na linha de Mangualde, foram fabricadas 81.882 unidades do modelo que se tornou ícone de simplicidade e mobilidade. O dia de 27 de julho de 1990 — pelas 16h30 — mantém-se na memória de antigos trabalhadores e da comunidade industrial.
Impacto no concelho
A presença desta unidade produtiva contribuiu para afirmar Mangualde como um pólo relevante na indústria automóvel nacional. Para muitos residentes, a fábrica representou empregos estáveis, formação técnica e uma relação direta com cadeias de abastecimento que dinamizaram negócios locais e serviços. Mesmo após o fim da produção do 2CV, o legado em termos de competências e cultura industrial permaneceu.
O simbolismo do 2CV transcende o setor automóvel: entrou na memória coletiva como objeto cultural, presente em encontros e concentrações de veículos clássicos, e frequentemente evocado em narrativas locais sobre trabalho e identidade fabríl.
- Data: 27 de julho de 1990 (última unidade saída às 16h30).
- Produção em Mangualde: 81.882 unidades do 2CV.
- Significado: marco do fim da produção mundial do modelo e legado industrial para o concelho.
| Elemento | Valor |
|---|---|
| Data do último carro | 27/07/1990 |
| Hora | 16h30 |
| Unidades produzidas em Mangualde | 81.882 |
Para a população de Mangualde, esta efeméride é ocasião para recordar a trajetória de trabalhadores e técnicos que fizeram parte da história local. Mantém-se, igualmente, o interesse de colecionadores e entusiastas, cujo envolvimento ajuda a preservar e divulgar essa memória industrial.
O reconhecimento deste passado industrial pode também assumir um papel prático no presente: promoção do património local, eventos temáticos e iniciativas de memória industrial que envolvam escolas, associações e antigos trabalhadores, contribuindo para reforçar a identidade e a oferta cultural do concelho.