Um elemento da Brigada de Trânsito da GNR faleceu na noite de sexta-feira ao ser atropelado no quilómetro 88 do IC2, junto à localidade de Redondas, na freguesia de Turquel, concelho de Alcobaça. O militar integrava o dispositivo que assegurava a regulação da circulação junto de um camião que se havia incendiado pouco antes.
O atropelamento ocorreu por volta das 23:20, quando o incêndio já estava extinto e o guarda se encontrava a controlar o trânsito no local. Segundo fonte da GNR, o condutor que atropelou o militar não prestou assistência e abandonou inicialmente a via, mas regressou mais tarde e apresentou-se às autoridades, tendo sido detido.
"Cumpria o seu dever, na regularização de trânsito, junto a uma viatura que estava parada no IC2 por estar a arder, quando foi atropelado por um outro veículo cujo condutor não cumpriu as indicações e se colocou em fuga."
A autoridade policial confirmou que o condutor apresentou uma taxa de álcool no sangue superior a 1,2 gramas por litro. Esse nível configura, ao abrigo da legislação em vigor, um crime de condução sob o efeito de álcool, passível de pena de prisão, para além da proibição de conduzir.
Dados essenciais do incidente
| Item | Informação |
|---|---|
| Local | IC2, km 88, Redondas (Turquel), Alcobaça |
| Hora aproximada | 23:20 |
| Vítima | Militar da Brigada de Trânsito de Leiria (29 anos) |
| Condutor | Apresentou taxa de alcoolemia > 1,2 g/l; detido |
O Ministério da Administração Interna emitiu uma nota de pesar onde identificou o militar como Jorge Manuel Fernandes Monteiro, de 29 anos, natural de Fafe, e destacou que o elemento "partiu em serviço" enquanto exercia funções de regulação de trânsito.
O episódio volta a lançar atenção para a perigosa conjunção de fatores que afeta o IC2 no distrito: trânsito intenso, presença regular de veículos pesados, atravessamentos urbanos e cruzamentos de nível. O troço que percorre os concelhos de Alcobaça, Porto de Mós, Batalha e Leiria tem sido objeto de sucessivos alertas por parte de populações e autarquias, que reclamam intervenções de fundo para reduzir a sinistralidade.
Para os habitantes e utilizadores da via, o caso põe em relevo dois aspetos práticos imediatos:
- A necessidade de respeitar as indicações dos agentes e de reduzir a velocidade em zonas onde decorrem operações de emergência ou regulação de trânsito;
- A gravidade do crime de condução sob o efeito de álcool quando os níveis superam 1,2 g/l, situação que não só agrava a responsabilidade penal como evidencia um risco acrescido para terceiros, incluindo agentes no terreno.
A Brigada de Trânsito de Leiria prossegue as investigações ao caso, que envolve agora apuramentos sobre a dinâmica do atropelamento e os pormenores da conduta do motorista. Para a comunidade local, a perda de um militar em serviço constitui um impacto direto nas famílias envolvidas e reforça as exigências de medidas que aumentem a segurança rodoviária no IC2.