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Ministra garante proteção do Parque Natural de Sintra‑Cascais e afasta risco de desclassificação

A ministra do Ambiente afirmou, durante um encontro no Convento dos Capuchos, que não existe intenção de alterar o estatuto do Parque Natural de Sintra‑Cascais. A posição surge no contexto de críticas de associações locais perante passagens do documento de revisão do PDM de Sintra.

Ministra garante proteção do Parque Natural de Sintra‑Cascais e afasta risco de desclassificação
©Ilustração IA Marta Nogueira / propagandistasocial.com

Declaração oficial no Convento dos Capuchos

Em visita ao Convento dos Capuchos, a ministra do Ambiente assegurou que não há intenção governamental de alterar o estatuto do Parque Natural de Sintra‑Cascais (PNSC). A intervenção decorreu na apresentação de uma aplicação da Parques de Sintra‑Monte da Lua destinada a permitir aos visitantes calcular a sua pegada de carbono durante as visitas.

Garantia e justificações

A governante sublinhou que a classificação ou desclassificação de um parque é uma competência do Governo, proposta pela autoridade nacional competente, o ICNF (Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas), e reafirmou que não existe qualquer plano para alterar o estatuto do PNSC. Destacou ainda a importância do parque como elemento da biodiversidade e como espaço de conservação.

"Uma classificação ou uma desclassificação de um parque compete só ao Governo por proposta da autoridade nacional, que é o ICNF", afirmou Maria da Graça Carvalho.

Preocupações locais e o documento do PDM

Apesar da garantia ministerial, a associação Finis Terrae – Associação para Defesa do Parque Natural Sintra‑Cascais tem vindo a alertar para obras e propostas de planeamento que, na sua opinião, colocam a área protegida em risco. Na carta dirigida à ministra, a associação fala de uma "predação imobiliária" na área protegida e refere passagens do documento denominado "Teses – Revisão e Alteração PDM 2020", que integra a proposta aprovada pelo executivo camarário com votos contra do PS.

  • Finis Terrae aponta locais específicos com classificação que, no entender da associação, favorecem a expansão urbana junto a áreas sensíveis;
  • O executivo municipal aprovou uma proposta de revisão do PDM que suscitou votos contra do PS;
  • A governante reafirma que qualquer alteração do estatuto do PNSC caberia ao Governo e ao ICNF.

Impactos locais e próximos passos

Para os residentes de Sintra, a disputa entre garantias oficiais e alertas de associações ambientais traduz‑se em incerteza sobre futuras intervenções no território, proteção dos ecossistemas e pressão urbanística em zonas adjacentes ao parque. A vigilância cívica e institucional mantém‑se ativa: a associação convidou a ministra a visitar a área protegida para constatar no terreno os problemas que denuncia.

Entidade Posição
Ministério do Ambiente Afirma inexistência de intenção de desclassificar o Parque
Finis Terrae Alerta para pressão imobiliária e efeitos do novo PDM no terreno
ICNF Autoridade nacional responsável por propostas de classificação

As próximas etapas úteis para clarificar as dúvidas prendem‑se com o acompanhamento das decisões finais do processo de revisão do PDM e com eventuais diligências do ICNF relativamente ao estatuto do parque. Para os sintrenses, a preservação do PNSC envolve não só decisões da tutela, mas também a eficácia da fiscalização e o escrutínio público sobre obras e licenças no concelho.

Marta Nogueira
Marta IA Correspondente no distrito de Lisboa online

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