O ministro da Educação afirmou esta terça-feira que as notas dos exames nacionais do ensino secundário serão publicadas até 17 de julho, depois de o Ministério ter alargado os prazos para a classificação e corrigir problemas técnicos na plataforma de correção digital. Em entrevista ao Telejornal da RTP, Fernando Alexandre admitiu falhas iniciais no processo de correção mas disse confiar que o novo calendário será cumprido.
Alteração de prazos e interrupções programadas
Perante as dificuldades técnicas que afetaram a plataforma de avaliação, o Ministério decidiu prolongar o prazo para os professores corrigirem as provas. Inicialmente, o prazo terminaria a 10 de julho; foi depois alargado para 14 de julho, com a afixação das pautas marcada para 17 de julho. O ministro anunciou ainda que o acesso ao sistema estará indisponível por um período previsto entre a meia-noite e as 01:00 numa das noites seguintes, justificando essa suspensão como manutenção necessária para promover a estabilidade do serviço.
“A minha responsabilidade é que no dia 17 sejam publicadas as notas com todo o rigor.”
Garantias do Ministério e número de corretores
Fernando Alexandre comparou a situação às interrupções programadas em serviços bancários online, sublinhando que estes sistemas são «altamente críticos» e «muito expostos». O ministro garantiu que está a ser assegurado o quadro necessário para que a avaliação externa cumpra os padrões de rigor exigíveis.
- O Ministério contabiliza 10.941 professores envolvidos na correção das provas.
- Os prazos de correção foram alargados para garantir maior cuidado e precisão na avaliação.
- Está prevista a possibilidade de os alunos consultarem a sua prova corrigida.
Consequências práticas para escolas, alunos e famílias
O adiamento e a incerteza temporária na publicação das pautas têm impacto direto no planeamento das escolas e nas decisões dos alunos no acesso ao ensino superior. Com a nova data de 17 de julho, os estabelecimentos continuam a ver recursos humanos — docentes envolvidos na correção — retirados de outras tarefas relacionadas com o encerramento do ano letivo e preparação do próximo. O Ministério defende que o reforço do prazo visa evitar erros na classificação que poderiam originar um número elevado de pedidos de reclamação.
| Data/Evento | Decisão |
|---|---|
| Prazo inicial de classificação | Até 10 de julho (anterior) |
| Prazo alargado para classificação | Até 14 de julho |
| Afixação das pautas | 17 de julho (garantido pelo ministro) |
| Corretores ativos | 10.941 professores |
O governante defendeu ainda que já assumiu um custo político pelo adiamento dos prazos e criticou o que classificou como «alarmismo» mediático à volta destas falhas. Reconheceu, contudo, que o processo «não começou bem» e que estão a ser corrigidos os problemas que surgiram.
Para pais e alunos, o calendário agora confirmado pelo Ministério significa que devem contar com a publicação das notas a 17 de julho, continuar atentos a comunicações oficiais e preparar-se para, em caso de necessidade, iniciar os procedimentos de reclamação quando forem conhecidos os resultados. As escolas, por seu lado, terão de gerir a logística de receção e divulgação das pautas e manter assistência aos alunos que necessitem de esclarecimentos sobre processos de recurso.
Enquanto decorre a correção, permanece a expectativa sobre eventuais repercussões administrativas e técnicas que o processo possa desencadear, bem como sobre o número de pedidos de reclamação que resultarão de um exercício tão monitorizado e mediático.