Falhas no sistema digital atrasaram pautas e obrigaram docentes a trabalho adicional
O ministro da Educação, Fernando Alexandre, assumiu que o processo de correção digital dos exames nacionais não decorreu como previsto e pediu compreensão face às dificuldades técnicas que surgiram nesta implementação. Em entrevista, o governante confirmou que o Executivo vai assegurar o pagamento das horas extraordinárias realizadas por professores para tentar cumprir prazos, considerando esse pagamento um direito dos docentes.
“A última coisa com que os professores estão preocupados hoje é com as horas extraordinárias.”
O ministério detalhou que, por se tratar de um procedimento novo, emergiram problemas variados — entre os quais folhas de continuação não processadas, folhas em branco que não foram digitalizadas e casos de folhas dobradas que comprometeram o fluxo da correção. Esses contratempos obrigaram muitos professores a corrigir provas por mais do que uma vez e a trabalhar horas suplementares para tentar disponibilizar as classificações às escolas.
Apesar das falhas, o Ministério refere que já foram encontradas soluções para muitas das situações identificadas e que houve uma mobilização intensa de profissionais que trabalharam de forma continuada para identificar e digitalizar folhas em falta. O objetivo anunciado é evitar a repetição destes problemas no próximo ano letivo.
- Reconhecimento oficial de erros na plataforma de correção digital;
- Garantia de pagamento das horas extraordinárias aos professores;
- Compromisso do ministério em corrigir procedimentos antes da próxima aplicação do sistema.
O atraso no processamento das correções levou ao adiamento da afixação das pautas das provas finais em várias escolas. O ministro explicou que as pautas só puderam ser afixadas quando «as condições estavam reunidas», mas há registos de estabelecimentos que continuaram a registar dificuldades na receção dos resultados, obrigando a prolongamentos de funcionamento para entrega das classificações.
| Problema identificado | Medida tomada |
|---|---|
| Folhas de continuação que não foram corretamente incorporadas | Reprocessamento e nova digitalização das folhas em falta |
| Folhas em branco não digitalizadas | Identificação manual e digitalização suplementar por equipas de trabalho |
| Folhas dobradas que prejudicaram a leitura automática | Triagem e correção manual por professores |
Para pais, encarregados de educação e alunos, as consequências imediatas passaram por atrasos na confirmação de resultados e na dispensa de turma para os finalistas. Do ponto de vista dos docentes, além do desgaste profissional causado pelo esforço adicional, surge agora a preocupação sobre a regularização das horas prestadas fora do horário contratual — preocupação essa que o Ministério procurou acalmar com a garantia pública de pagamento.
O anúncio público do ministro aponta igualmente para um trabalho de avaliação interna do novo sistema, com vista a introduzir alterações que minimizem falhas técnicas e processos de contorno que hoje obrigaram a intervenção manual intensiva. O objetivo declarado é que, quando o sistema for novamente utilizado, não se repitam as dificuldades que condicionaram a publicação atempada das pautas.
Enquanto decorre essa reavaliação, escolas e docentes continuam a lidar com a gestão local dos atrasos e com a calendarização de ações necessárias para a entrega formal das classificações. O calendário oficial para efeitos de transição entre anos letivos e procedimentos de matrícula deve ser acompanhado com atenção pelos encarregados de educação, que devem contactar os estabelecimentos de ensino para obter informação atualizada sobre horários e modalidades de entrega das pautas.