Decisão da organização muda resultado da prova disputada no coração do Funchal
Quase 24 horas depois da realização da super‑especial Cidade do Funchal, na Avenida do Mar, a direção de prova do Rali da Madeira anunciou penalizações a sete equipas, na sequência da análise de imagens vídeo daquela classificativa inaugural. A sanção mais pesada recaiu sobre o carro n.º 1, do britânico Kris Meeke, que perdeu a vitória obtida na prova.
Segundo a decisão divulgada pela organização, os concorrentes infringiram o "artigo 53.6.3 do Regulamento Desportivo Regional de Ralis da FIA (FIA RSRR 2026)", relativo à passagem pelas chicanes instaladas no traçado urbano. As imagens mostraram contactos com elementos das chicanes, situação que motivou as penalizações aplicadas.
infringiram o artigo 53.6.3 do Regulamento Desportivo Regional de Ralis da FIA (FIA RSRR 2026)
O carro n.º 1 foi penalizado com 30 segundos, depois de ter derrubado dois elementos na primeira chicane e um na segunda, descendo para a 80.ª posição na classificação da primeira prova desta edição. O piloto madeirense João Silva recebeu uma penalização de 10 segundos, o que o fez cair para o terceiro lugar da tabela geral, ficando a 19,6 segundos do novo líder, Miguel Nunes.
Além de Meeke e João Silva, foram sancionadas outras cinco formações, cujos carros estão identificados pelos números 21, 31, 40, 44 e 49. Cada uma dessas equipas recebeu uma penalidade de 10 segundos por ter derrubado elementos das chicanes ao longo da classificativa.
- Carro 1 — Kris Meeke: +30s (derrubou 3 elementos)
- João Silva — penalização: +10s
- Carros 21, 31, 40, 44, 49 — penalização: +10s cada
| Carro / Piloto | Penalização | Efeito na Classificação |
|---|---|---|
| 1 (Kris Meeke) | +30s | Perde a vitória; ocupa 80.º lugar da prova |
| João Silva | +10s | Desce para 3.º, a 19,6s do líder |
| 21, 31, 40, 44, 49 | +10s cada | Sanção por contacto com chicanes |
Para os habitantes do Funchal e os espectadores presentes na Avenida do Mar, a decisão tem implicações imediatas na perceção do espetáculo e na classificação final do rali. Além do impacto desportivo, as penalizações levantam questões sobre a segurança das chicanes e o controlo do traçado urbano em provas que decorrem no centro da cidade.
Os elementos derrubados nas chicanes, instaladas de propósito para a prova urbana, motivaram a utilização das imagens gravadas para aferir responsabilidades, uma prática cada vez mais comum em ralis e em outras modalidades automobilísticas com grande exposição mediática. A organização não divulgou, para já, mais detalhes sobre possíveis alterações ao desenho da super‑especial em edições futuras.
A decisão divulgada pela direção de prova altera, assim, a narrativa desportiva do fim de semana no Funchal, com repercussões diretas nas classificações e na luta pela vitória no Rali da Madeira.