A Direção‑Geral da Saúde (DGS) divulgou esta sexta‑feira um alerta para um período de fraca qualidade do ar em Portugal Continental, previsto para os dias 8 e 9 de agosto de 2026. A causa é uma massa de ar proveniente do Norte de África que transporta poeiras em suspensão e deverá afectar toda a faixa litoral.
Segundo a nota oficial, espera‑se um aumento das concentrações de partículas inaláveis, designadas por PM10, de origem natural. Essas partículas têm efeitos na saúde humana, sobretudo em grupos mais sensíveis. A DGS recomenda medidas de precaução para reduzir a exposição e prevenir agravamentos de problemas respiratórios e cardiovasculares.
"Prevê‑se a ocorrência de uma situação de fraca qualidade do ar no Continente, registando‑se um aumento das concentrações de partículas inaláveis de origem natural no ar"
As recomendações dirigem‑se à população em geral e, de forma mais incisiva, a cidadãos com maior vulnerabilidade: crianças, idosos, doentes com doenças respiratórias crónicas (como a asma) e pessoas com patologias do foro cardiovascular. Para estes grupos, a orientação é, sempre que possível, permanecer no interior dos edifícios e manter as janelas fechadas.
- Evitar esforços prolongados e limitar a actividade física ao ar livre.
- Evitar exposição a fontes irritantes, nomeadamente fumo de tabaco e produtos químicos.
- Manter tratamentos médicos crónicos e, em caso de agravamento, contactar o SNS 24 ( 808 24 24 24 ).
Para além das recomendações de comportamento individual, a DGS aponta para fontes oficiais onde a população pode acompanhar a evolução da qualidade do ar: a página da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e a app QualAr. Estas plataformas disponibilizam dados em tempo real e previsões que permitem avaliar a duração e intensidade do episódio.
Impacto e consequências
Os episódios de poeiras saharianas são fenómenos recorrentes, mas variam em intensidade e extensão. Mesmo quando a origem é natural, o aumento de PM10 pode provocar irritações das vias respiratórias, exacerbação de sintomas em doentes asmáticos e maior pressão nas urgências respiratórias e cardiológicas de hospitais. A antecipação destas vagas de má qualidade do ar potencia a capacidade de resposta do sistema de saúde e permite às pessoas em risco adoptar medidas simples que diminuem a exposição.
As autoridades de saúde e ambientais costumam emitir alertas com base em modelos de transporte atmosférico e medições locais. Nestes dias, é expectável que as estações de monitorização confirmem subidas nas concentrações de partículas, sobretudo junto à costa, onde o transporte de massa de ar se faz com maior intensidade.
| Data | Efeito previsto |
|---|---|
| 8 de agosto de 2026 | Aumento de partículas inaláveis (PM10) na faixa litoral; redução da qualidade do ar |
| 9 de agosto de 2026 | Manutenção do episódio com recomendação de precauções para população sensível |
Enquanto durar o episódio, as medidas individuais — como evitar exercício intenso no exterior e manter medicação prescrita — são a forma mais imediata de mitigar riscos. Para situação clínica preocupante, a indicação é recorrer aos serviços de saúde através do SNS 24 ou procurar assistência urgente conforme a gravidade dos sintomas.
Os próximos dias serão determinantes para quantificar a duração do fenómeno e as suas consequências locais. A monitorização e as atualizações das autoridades permitirão ajustar recomendações e informar a população em tempo útil.