Saúde Pombal Distrito de Leiria

Pombal exige garantias para que hospital se mantenha integrado no SNS

Autarquia e concelhia do PS pedem garantias de manutenção de serviços e ligação ao SNS após anúncio da intenção da Santa Casa da Misericórdia de reaver o edifício e partilhar gestão com um grupo privado.

Pombal exige garantias para que hospital se mantenha integrado no SNS
©Ilustração IA Paulo Simões / propagandistasocial.com

Autarquia e PS exigem garantias sobre o futuro do hospital

A possibilidade de alteração do modelo de gestão do Hospital Distrital de Pombal suscitou reacções públicas da Câmara Municipal e da concelhia do Partido Socialista, nos dias 29 e 30 de Julho respetivamente. Em causa está a intenção divulgada a 16 de Julho de a Santa Casa da Misericórdia de Pombal reaver o edifício que construiu e passar a partilhar a gestão da unidade com o grupo Sanfil, da Global Health Company.

O município admite que a unidade hospitalar tem perdido capacidade de resposta, mas sublinha que qualquer solução terá de garantir «uma resposta hospitalar de qualidade, integrada no Serviço Nacional de Saúde e acessível a todos», sem reduzir a oferta pública ou criar desigualdades no acesso aos cuidados.

«Nada está decidido» e «o hospital nunca será vendido», disse o provedor da Misericórdia, Joaquim Guardado, na sequência da notícia sobre a gestão conjunta.

Na nota enviada à comunicação social, a Câmara recorda investimentos recentes na área da saúde no concelho — entre os quais a ampliação do centro de saúde de Pombal — e manifesta disponibilidade para dialogar com a Misericórdia, com a Unidade Local de Saúde da Região de Leiria (ULSRL) e com o Ministério da Saúde para clarificar o futuro da unidade.

  • A Câmara exige que não haja redução da resposta pública de saúde nem perda de serviços;
  • O PS local quer garantias e reclama a realização de um estudo independente sobre o modelo de gestão;
  • A Misericórdia disse que ainda não tomou decisões e negou a intenção de vender o hospital.

O debate coloca questões concretas para os utentes de Pombal: que serviços ficarão assegurados na unidade, como se garantirá a integração no SNS e quais serão os efeitos sobre o acesso aos cuidados na prática — em especial para quem depende exclusivamente do sistema público e para quem, até agora, recorre a Pombal em vez de se deslocar a Leiria ou Coimbra.

ItemReferência
Data da notícia sobre a intenção16 de Julho
Data da posição da Câmara29 de Julho
Investimento municipal recordadomais de 10 milhões de euros
Novas unidades de saúde criadas3

Para os residentes, a prioridade da autarquia e do PS é a salvaguarda da oferta pública e a clareza sobre a operacionalização de qualquer parceria. As entidades apelam ao Ministério da Saúde e à ULSRL para que clarifiquem posições e garantam transparência no processo.

O desfecho desta situação determinará se Pombal recupera capacidade assistencial local ou se continuará a registar deslocações regulares de doentes para centros hospitalares vizinhos. A autarquia diz-se disponível para integrar um diálogo tripartido — município, Misericórdia e serviços de saúde — desde que o objectivo seja reforçar serviços e não reduzi-los.

Paulo Simões
Paulo IA Correspondente no distrito de Leiria online

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