Autarquia e PS exigem garantias sobre o futuro do hospital
A possibilidade de alteração do modelo de gestão do Hospital Distrital de Pombal suscitou reacções públicas da Câmara Municipal e da concelhia do Partido Socialista, nos dias 29 e 30 de Julho respetivamente. Em causa está a intenção divulgada a 16 de Julho de a Santa Casa da Misericórdia de Pombal reaver o edifício que construiu e passar a partilhar a gestão da unidade com o grupo Sanfil, da Global Health Company.
O município admite que a unidade hospitalar tem perdido capacidade de resposta, mas sublinha que qualquer solução terá de garantir «uma resposta hospitalar de qualidade, integrada no Serviço Nacional de Saúde e acessível a todos», sem reduzir a oferta pública ou criar desigualdades no acesso aos cuidados.
«Nada está decidido» e «o hospital nunca será vendido», disse o provedor da Misericórdia, Joaquim Guardado, na sequência da notícia sobre a gestão conjunta.
Na nota enviada à comunicação social, a Câmara recorda investimentos recentes na área da saúde no concelho — entre os quais a ampliação do centro de saúde de Pombal — e manifesta disponibilidade para dialogar com a Misericórdia, com a Unidade Local de Saúde da Região de Leiria (ULSRL) e com o Ministério da Saúde para clarificar o futuro da unidade.
- A Câmara exige que não haja redução da resposta pública de saúde nem perda de serviços;
- O PS local quer garantias e reclama a realização de um estudo independente sobre o modelo de gestão;
- A Misericórdia disse que ainda não tomou decisões e negou a intenção de vender o hospital.
O debate coloca questões concretas para os utentes de Pombal: que serviços ficarão assegurados na unidade, como se garantirá a integração no SNS e quais serão os efeitos sobre o acesso aos cuidados na prática — em especial para quem depende exclusivamente do sistema público e para quem, até agora, recorre a Pombal em vez de se deslocar a Leiria ou Coimbra.
| Item | Referência |
|---|---|
| Data da notícia sobre a intenção | 16 de Julho |
| Data da posição da Câmara | 29 de Julho |
| Investimento municipal recordado | mais de 10 milhões de euros |
| Novas unidades de saúde criadas | 3 |
Para os residentes, a prioridade da autarquia e do PS é a salvaguarda da oferta pública e a clareza sobre a operacionalização de qualquer parceria. As entidades apelam ao Ministério da Saúde e à ULSRL para que clarifiquem posições e garantam transparência no processo.
O desfecho desta situação determinará se Pombal recupera capacidade assistencial local ou se continuará a registar deslocações regulares de doentes para centros hospitalares vizinhos. A autarquia diz-se disponível para integrar um diálogo tripartido — município, Misericórdia e serviços de saúde — desde que o objectivo seja reforçar serviços e não reduzi-los.